sábado, 29 de abril de 2017

Boa noite a todos! Beijos em cada coração!

= EU, UM PEQUENO SER =

Estou feliz pela minha escolha! Dentre tantos ídolos, tantas personalidades, optei-me por ser eu mesmo.
Um leque de pessoas importantes, com grandes feitos, pessoas que, muitas vezes, as julguei perfeitas, desfilaram por muito tempo, em minha vida.
Lutei bravamente para assemelhá-las, sofrimento em vão! Não adianta usar um calçado de numero errado, nossos pés ficarão doídos, ou se descalçarão com facilidade.
Foram muitos atritos, muita tempestades, dúvidas ao montes, todavia, a adolescência se foi.
Vieram novos tempo, novas oportunidades, mas eu ainda me perguntava: onde mora esta tal felicidade?
Certo homem, milionário, comprou uma mansão muito antiga que pertencerá a um lorde. Por se tratar de uma construção centenária, carecia de reformas. Contratou mão de obras especializada, queria cuidar da reforma daquela casa, que na verdade, mais parecia um castelo. Ordenou aos pintores que removesse toda a pintura, queria pintar com a cor do seu sonho. Ao retirar a primeira camada da tinta, os trabalhadores ficaram extasiados com a beleza da cor que existia oculta. Maravilhados chamaram o proprietária, queriam saber se aquela cor, seria a cor, por ele sonhada; ele olhou, admirou e constatou, que não era, exatamente, a cor que ele desejava. Pediu que removesse totalmente aquela pintura, o que foi prontamente obedecida. Aquela casa, pelo tempo de sua existência, tinha várias camadas de tinta, cada uma, mais surpreendente que a outra. O proprietário olhava a todas com admiração, infelizmente nenhuma batia ao seu desejo. Após dias de trabalho, cansados de tanto remover tintas, chegaram à cor de origem. Constataram que a parede era revestida de madeira, nela se via a exuberância do Jacarandá (madeira de lei). Chamaram novamente o exigente proprietário. Qual foi a surpresa de todos ao ver aquele homem, rico, se curva diante de tal natural beleza. Aquela, com certeza, era a cor dos seus sonhos.
Os anos ensinaram-me a despir de minhas muitas maquilagens, na verdade, apenas pareciam bonitas, mas não eram reais, não me traduziam, simplesmente afastavam-me da felicidade. É amigos... por mais que as ilusões nos dê uma falsa sensação de prazer, jamais nos conduzirá a nossa verdadeira importância.
Estou em busca de minha parede revestida com Jacarandá, acho que estou bem próximo. Na verdade, amo ser o pouco que realmente sou.
Tudo que eu preciso são: Verdade, fé e amor, pois a esperança eu a tenho de sobra.
TONHO TAVARES.

quinta-feira, 20 de abril de 2017


= CAMINHO ESCOLHIDO =

No horizonte, há uma ponte.
Tortuosos caminhos a apontam...
Descarto os caminhos de pedras e espinhos,
Ignoro a rica flora e fauna,
Lindas cascatas circundando rochas e matas.
Para o desfrute, íngreme é o percurso
Pessoas ali se aglomeram e se esmeram,
Enriquecendo-se em sabedoria.
Eu, pobre diabo, vejo somente rochas e trabalho 
Assusto-me!
Busco suaves atalhos.
Quero o luxo, glamour, luzes e cores.
Vejo-me ator.
À margem, ignoro as dores.
Sou todo sorriso... frio e vazio.
No apogeu do momento
Falsos valores se estendem...
Atendem-me!
O insaciável desejo do poder me alinha.
Bons sentimentos guardados, sem reserva,
As traças vorazmente devoram.
Sou máquina, desvirtuada e enlouquecida.
Mesmo assim, no horizonte, há uma ponte!
 Sigo o errôneo caminho.
Paz... para quê!? Se sempre preciso de mais e mais.
Busco muito ouro, muita prata,
Das mulheres, as louras e as mulatas
Bebo do cálice, o fino vinho da ilusão.
Os homens... são apenas o meu teclados,
Cumprem ordens dedilhadas,
Não questionam,
Também desfrutam do mesmo caminho.
O egoísmo é como um pote de ouro quente,
Quanto mais forte o abraçamos,
Rapidamente, ele nos queima e nos consome,
Levando-nos a mais dolorosa morte;
Morte do espírito.
E a ponte?
O que há do outro lado?
Da estrada das pedras?
Pessoas esperançosas, cheias de fé,
Com tanta sabedoria que conquistaram pelo caminho,
Enriquecidas com seus bons sentimentos em frutos
Carregando consigo as graças de Deus,
E abraçados atravessam.
Eu, que busquei os meus atalhos,
A ponte da felicidade não pude atravessar...
Existia ali, um anjo,
Que dizia a todos que só os ricos poderiam passar.
Sorrindo, exibi toda minha riqueza, meu ouro, minha prata,
Minhas vestias de luxo,
E todo o meu poder.
Ele olhou-me com tristeza
Disse-me, que dentro de mim, só existia pobreza,
Que aquilo que eu julgava riqueza
Nada a mim pertencia
Eram fragmentos do mundo fútil, daquele caminho.
Entristecido, implorei por clemência
Não encontrei uma só virtude em minha consciência.
Estou morando num escuro e solitário, pântano de lama.
 Das escolhas, me arrependo amargamente!
Espero que Deus, um dia, me atenda
E uma nova oportunidade me dê... quem sabe?

Tonho Tavares.
  = UM POUCO DO AGORA =

Se me curvo em meus versos,
reverencio-me ao amor
que escorre pela pele
 E o peito faz doer.

Amarga é a saudade!
viajo no mais profundo dos sentimentos
no lábaro, a flamula verde da esperança.
não sou um jovem encantado nas primícias do amor platônico.
Sou carne, alma, sentimento,
sou sexo, sou carinho.
Bebo da beleza ardida das tardes de solidão
Sou apenas a saudade.

Tonho Tavares

sexta-feira, 14 de abril de 2017




= Fragmentos e sonhos =

Vamos ouvir música,
Dançar de rosto colado,
sussurrar juntinho ao ouvido,
Sentir nossos corações, em igual compasso.
No delinear, em mãos suaves, do amor
Em voluptuosidade, expõem-se os beijos?

Sentir os nossos corpos, tão leves,
Se perderem ao acaso!
Dos sonhos, o evento.
Assistir os seus olhos, em brilho de estrela,
Em avidez, convidando-me as profundas carícias.
Seus lábios molhados,
Como pétalas de rosa ao orvalho,
Intenso desejo de amar!

Os sonhos não param...
Se agigantam alimentando-se de amor.
Que os meus sonhos sejam eternos,
Ainda que, o realismo venha em fragmentos!

Tonho Tavares.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Boa tarde a todos! Beijo em cada coração!

= SOU EU =

Não me deixe para o amanhã!
Do ontem, eu já me fiz distante.
Colhi o meu quinhão experiência
Construído por lágrimas e sorrisos.

Não me deixe para o amanhã!
Sou eu que...
...No ontem, partiu sem caminhos
Pisando, horas em pedra, horas em espinhos.
Refrescando a minha dor,
com pegadas sofridas
nas molhadas areias da praia.

Sou eu que...
...Sofri as agruras,
Das noites sem dias,
Dos sorrisos vazios das ruelas esquecidas, nas vielas,
Nos botequins mal cheirosos,
Dos submundos da vida.
Pobres diabos que ali são presentes,
Entregaram-se a mercê da sorte,
Sorrindo felizes a aproximação da morte!

Sou eu que...
...Assisti a mulher parideira,
Sem teto, sem leite, sem abrigo e sem amparo.
Dividi com ela a minha esperança derradeira,
Eu sorrindo com a boca,
Para que o coração, em silêncio, pudesse chorar.

Sou eu que...
...Junto a te, irmão meu,
Conheci, o frio, a fome, a sede e o desamor.
Sempre com um fio de esperança
Na luz, que perene e tímida,
com certeza, advinda do Menino Deus.

Sou eu que...
...ainda persisto na saudade!
Das flores, que por entre pedras e espinhos,
Enfeitavam levando sonhos, por todo o caminho.

Sou eu que...
...um dia me vesti de gloria,
Mudei toda minha história,
Vivi tempos de amor, tão forte e tão profundo,
Que nem os mais nobres dos homens,
Gozou de tamanha felicidade!

Não me deixe para o amanhã!
Careço hoje de seu amor.
Quem sabe do amanhã vindouro,
Meu coração cansado, da batalha e da espera,
Não mais poderá amar?!

Antônio José Tavares (tonho)