terça-feira, 1 de novembro de 2016

     = VENHA =

Estou à mercê do tempo.
Vivo os sonhos não adormecidos.
Repouso-me em teu silêncio.
Bebo a amarga solidão da minha inexistência
Preciso saciar-me do amor que jorra da tua fonte.

Rega-me...
Enveredar-me-ei em teu destino
Dê-me esperança a vida
Sou um pequenino ser vivente.

Cativaste-me em teu ser.
És o lastro (sonhado) que sustenta a minha vida.
Serei
Por tua graça
O amor em versos
Esparramado, em devaneios, pela brisa leve da poesia.

Antônio Tavares