quarta-feira, 30 de novembro de 2016

       = CANTO DE AMOR =

Vamos (a dois) entoar uma canção?
Não importa a letra
A música advém do coração.

Permita-me a coreografia?
Nada complicado!
Iniciaremos com o entrelaçar das mãos,
Libertaremos os nossos corpos
Ao deslumbre dos sentimentos.

O cenário, eu o afanei dos meus sonhos.
Será em campo aberto,
Donde flores belas
Circundaram os nossos movimentos.

Em doce abraço
Ataremos os corpos
Solte-se, sinta-se suave
Como a leve brisa
Que sopra e o corpo arrepia.

Uma linda noite para você eu providenciarei;
Terás um céu de mil estrelas.
Uma enorme lua,
Com seus raios em prata,
Iluminando o nosso cantar.

Se houver brilho em seus olhos,
O refrão em trovas, nós, de rostos colados,
A pele exsuda a magia do amor.

Deixe que cantem em solfejos os nossos corações
Certamente os desejos nos embriagaram!
Ao fechar da cortina, se ainda assim permitir-me,
Eternizaremos com um longo e apaixonado beijo
Quiçá fará o meu desejo?


Tonho Tavares. .

terça-feira, 15 de novembro de 2016

     = O AMOR É A SABEDORIA =

O que é feito de um coração que...
...acredita
...se enfeita
...sonha
...ama.

Ah! O amor...
É tão bom amar!
Amar com força
Com esperança
Com fé.
Amar no mais profundo do ser criança.
É isto que faz valer a vida.
O corpo fica leve
A alma serena.

O amor é um sentimento tão forte... tão nobre...
É capaz de tombar os mais poderosos
E adoça os brutos.

Acredito ser Ele a fonte da juventude.
Quando amamos....
... rimos e comportamos feito criança.
....Ousamos como um adolescente.
...ganhamos a sabedoria dos anciões

Amar é muito bom!
Faz-nos sentir um pouquinho Deus.

O que acontece com um coração...
...que acredita
...que se enfeita
...que sonha
...que ama..?
...Passamos a ver o mundo em aquarela.
....ouvimos a voz forte ou suave do vento.
...Polimos com o olhar as estrelas, passeamos com a lua.
...sentimos a música no silenciar da alma.
...abraçamos o mundo, com tanto carinho, como a criança abraça seu ursinho de pelúcia.

O que acontece quando, na vida, tudo se faz branco e preto...?
... Envelhecemos-nos na alma.
...o raiar do sol não mais significa esperanças.
...as noites de luar e estrelas perdem todo o seu encanto
...os dias desfilam lentamente em cadeiras de rodas, tão devagar, tão lento, que os olhos se perdem embotados em lágrimas.
...A esperança passa apressada com um sorriso amarelo.
...aos poucos se vê o esvanecer da felicidade escorrendo pelo ralo da existência.
...a mata cresce sobre nós desvairada, sem piedade, impedindo a luz de nos visitar.
...perdidos em sobras, sem bússola, sem sonhos.

Num toque leve a esperança, Ela, “esperança”a grande  guardiã do amor
Falando-nos em voz suave, que ecoa lá na alma...
Faz nos lembrar do barbante colocado nas bordas desde a entrada do labirinto.
Das pedrinhas que João e Maria deixaram esparramadas marcando o caminho.
Sentimos a proximidade do amor.
Êi-lo, tão pequeno, tão frágil, como uma fagulha em brasas em meio a cinzas.
Assopramos, assopramos, acendemos um minúscula chama que , precariamente ilumina, nos dando a oportunidade de encontrar o barbante e as pedrinhas, que nos indicará o caminho.
Quando tudo escurecer, tudo fizer preto e branco, e da vida nos restar os suspiros, a descrença tomar conta do nosso ser, lembremo-nos... que o amor restaura, ele estará sempre presente, ele é indestrutível tal e qual o vento.
        Por pior que tudo pareça, o segredo é: amar, amar, amar e mais uma vez amar.

Antônio Jose Tavares    (Tonho)
     = MILAGRE ( OU NÃO ) DO MENINO DEUS =

       Manhã de dezembro! Para ser exato, dia vinte e quatro. Foi aí que tudo aconteceu.
        Neusinha, uma senhorita de quarenta e seis anos, acabava de esvaziar sua segunda garrafa de vodka do dia.
        Apesar da sua embriaguez, ela chora, não queria mais beber. Há tempos estava neste projeto de mudança de vida, mas sem sucesso.
        Sua velha mãe, no quarto, chorava ao ver a sua filha amada se definhando. No rosto o inchaço, que é algo peculiar aos alcoólatras inveterados. Mais uma noite a mãe teve que ajudá-la a se trocar para ir para cama, onde apagaria. Mas, naquela noite, ela não conseguiu dormir nem apagar. Pensava mil maneiras de se livrar daquele terrível pesadelo. Levantou-se bem cedinho, pegou papel e lápis, apesar do estado lastimável em que se encontrava, começou a rabiscar algumas palavras. Sua letra quase ilegível enchia a folha do seu bloco.
         _Bom dia, minha filha! Disse a mãe com certa tristeza.
         _Bom dia, mamãe! A sua benção!
         _ Filha, o que tanto você escreve neste papel?
         _Sabe mamãe, estou escrevendo uma carta para o menino Deus! É chegado o natal e quem sabe Ele possa me atender!
         _Filha, o que você está pedindo a Ele?
         _Quero realizar um sonho mamãe, estou pedindo para que Ele me ajude a parar de beber.
         _Que bom, minha filha! Você sabe que eu não sei escrever, mas escreva embaixo o meu bilhetinho para Ele. Pode fazer isso?
         _Claro, mamãe! Diga o que quer que eu escreva.
         Aquela boa senhora, com os olhos cheios de lágrimas, começou a ditar o seu pedido. Resumindo ela dizia: “Se o Senhor ajudar a minha filha eu poderei morrer em paz”.
         _Filha, assine e deixe que eu coloque a meu polegar aí junto à sua assinatura.
         E assim ficaram as duas transbordantes de felicidade.
          _Filha, como enviaremos esta carta?
          _Mãe, eu já pensei em tudo, vou subir lá no morro da torre de rádio, amarrarei a carta num balão e soltarei ao vento, com certeza ela irá até as mãos do Senhor.
         _Então filha, eu irei com você.
         E assim mãe e filha saíram numa caminhada árdua, mas que acreditavam seria o milagre que mudaria suas vidas. Chegaram com muita dificuldade ao topo. Neusinha embora muito mais jovem, não se agüentava de pé. Sua mãe pegou o balão, amarrou a carta nele, deu a mão a sua querida filha e fizeram a oração do Pai Nosso. Juntas, com os olhos embotados de lágrimas e esperança, soltaram o balão.
        Como por milagre, ele subiu verticalmente e com tanta rapidez, que se perdeu no azul do céu.
      As duas, cheias de esperança, voltaram felizes para casa. Neusinha, ao chegar, pegou todas as garrafas da prateleira e outras que estavam escondidas esvaziando-as dentro da pia. Mesmo com aquela obsessão forte e aquela compulsão toda, ela estava decidida a não mais fazer uso da bebida. Sentaram-se na sala, colocaram música e ficaram ali por horas, coisa que não acontecia há tempos.
        Alguém bateu a porta, Neusinha foi abrir e era um jovem senhor, cabelos grisalhos, voz forte, um rosto franco que trazia em seu sorriso a luz do amor.
         _Posso lhe ajudar? perguntou Neusinha.
         _Talvez. _Disse o homem. _Estou procurando Neusinha, ela mora aqui?
         _Sim, meu senhor, sou eu! Em que posso lhe ajudar?
         _É que estou muito engasgado com alguns problemas que aconteceram comigo, estou precisando desabafar. Pode ouvir-me?
         _Mas é claro! Entre, por favor! Como o senhor se chama?
         _Eu me chamo... Sou um alcoólico, estou paralisado há mais de vinte anos, mas queria contar para você um pouquinho da minha história, pode ser?
         _ Esteja à vontade! Mamãe, prepare um cafezinho para nós. O papo vai ser longo. Ele deve ser o enviado de Deus que veio dar resposta à nossa carta.
         O bom homem se identificou como um membro de “Alcoólicos Anônimos”. Contou toda a sua trajetória no alcoolismo e ouviu de Neusinha o seu desabafo. Riram muito de casos pitorescos e choraram as coisas tristes. Foi aí que tudo começou.
        Não sei a que nome dar a isto: milagre, determinação, coincidência, solidariedade, conscientização, amor... Acho que nada disso importa, o importante é que Neusinha hoje, está há dezenove anos sem beber. Sua mãe partiu como partem todas as mães que têm na consciência o sabor de um dever cumprido.
               Caros amigos, este é um caso verídico! São estes e tantos outros que assistimos e vêm nos mostrar que o milagre existe para aqueles que o buscam.
Feliz Natal a todos!

a hitória é rela, acontecido na cidade de Itaúna.

*Neusinha é um nome fictício.

Tonho Tavares
  = AMOR EM FUSÃO =
O corpo,
A cama.
A luz,
A chama.

O amor
Eterniza o tempo.
O beijo,
Dos desejos, o harpejo.

Palavras brotam
No coração desabrocham.
Cândido sentimento do querer
Revelado a dois.

Não se resistem
Comportamento inusitado
Arrepia a pele
Avassalador deleite.

Do amor
Tudo se espera.
Na vida, ele a tudo se regenera.
Na rua de mãos dadas
Magia, encantada
Em passarela.


Tonho Tavares. 
       = Perpetuar dos sonhos =

Desinquieta-me os sonhos!
Na avidez, o amor transborda.
Leva-me ao mundo encantado
Lá, onde a beleza se espalha!

Com sorriso à mesa assentada
Cruzam-nos os olhares
Você, bela senhora,
Faz a noite
Eterna ser! 

Entre pequenos goles e petiscos
Nossos olhos se buscam
Mão que se tocam
Corações que se enlaçam.

Que importa...
Frases ditas ou não...
Se chove lá fora...
Se há lua
Ou se faz sol...
Somos anjos em volúpia
Caminhamos a luz do luar
Caricias e desejos
Ouve-se apenas murmúrio
Livre é o amor.

Em branco linho
Eu a vejo
Cabelos soltos
Olhos em chamas.
Entregamo-nos à libido
Voamos nas asas loucas da paixão
Perpetuo os meus sonhos.


Tonho Tavares

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

    = SONHOS DE AMOR =

 O céu veio a terra...
Beijou o chão, reverenciou o mar, as cachoeiras
As matas, e os montes.
Chegou ate você
Não lhe fez reverencias
Buscando-a pelas mãos
Contou-lhe uma linda história de amor
Fez você dormir
Cobrindo-a com o lençol branco dos sonhos
E por ali, eu a esperava.
Linda, você estava
Cabelos soltos ao vento
Seus olhos mais pareciam perolas
De intenso brilho.
Com delicadeza, eu a abracei.
Como por encanto
Uma canção nos fez ouvir
Dançamos como na realeza
Rodamos por todo o imenso salão
Distribuímos sorrisos de uma eterna felicidade.
Senti que teus lábios vinham de encontro aos meus
Naquele momento, como por magia
Todo o cenário se desfez
Ali estavam, você e eu
Na cama entre paredes
Reféns de um amor inevitável
E sem fim.
Tomei você em meus braços
Vieste com leveza e furor.
Beijei os teus lábios
Com fome de amor.
Envolvemo-nos loucamente, ate a exaustão
O prazeroso gozo, calou os nossos sussurros e gemidos
No relaxamento dos sonhos, adormecemos.
Não fui eu, o autor da conquista
Foi o céu que veio a terra
Dando-me você como um presente
tornando-se o mais valioso
Tesouro da minha vida.

Tonho Tavares    
   = QUANDO AMANHECER =

Quando amanhecer...
Buscarei todos os sonhos que se esparramaram em meu leito.
Abrirei a janela, deixando que o sol venha ser-me companheiro.
Sem camisa, sentirei a brisa fresca do dia amanhecido.
Soltarei cada sonho tatuado com o meu nome ao vento
quem sabe eles venham a lhe encontrar, fazendo feliz este coração
calejado, que se arrasta por entre versos,  lua e estrelas
suspirando saudade,
solfejando a romântica canção
que num dia, eu pleno em amor, dediquei a você.

Quando amanhecer...
Talvez lhe envie flores...
Quem sabe, de ti, ganharei muitos beijos?
O amor não se perde ao tempo
Não se evapora como o vento
Não foge
Nem tão pouco pedi licença para fazer do corpo o seu abrigo.

Quando amanhecer...
A procura de ti, estenderei os meus olhos ao longínquo  caminho.
Buscarei em cada flor o teu sorriso.
Umedecerei os meus lábios com a língua
Que fora ressequidos pela longa espera dos teus beijos.
Na vida, uma certeza eu tenho...
Nunca estarei só
Sempre e sempre, estarei aqui, alimentando de sonhos
a esperar por teus beijos.

Antônio Tavares.

(Tonho )
Boa tarde a todos!

     = UM POUCO DO AGORA =

Se me curvo em meus versos
reverencio-me ao amor
que exala, entala
escorre pela pele
no peito faz doer.

Amarga é a saudade!
viajo no mais profundo dos sentimentos
no lábaro, a flamula verde da esperança
não sou eu mais um jovem encantado nas primícias do amor platônico
Sou carne, alma, sentimento
sou sexo, sou carinho
Bebo da beleza ardida das tardes de solidão
Sou apenas saudade.

Tonho Tavares

terça-feira, 1 de novembro de 2016

     = VENHA =

Estou à mercê do tempo.
Vivo os sonhos não adormecidos.
Repouso-me em teu silêncio.
Bebo a amarga solidão da minha inexistência
Preciso saciar-me do amor que jorra da tua fonte.

Rega-me...
Enveredar-me-ei em teu destino
Dê-me esperança a vida
Sou um pequenino ser vivente.

Cativaste-me em teu ser.
És o lastro (sonhado) que sustenta a minha vida.
Serei
Por tua graça
O amor em versos
Esparramado, em devaneios, pela brisa leve da poesia.

Antônio Tavares
  = O POETA NÃO MORRE =

A escrivaninha empoeirada
No canto adormecido
A caneta, o caderno,
 E um bilhete esquecido.

Ao lado da porta,
Um homem, já grisalho,
Com seu olhar perdido
Amarga a dor da saudade.

 As gotas de chuva
Salpicando a vidraça
São como um coração pulsante
Num corpo sem vida.

O homem resmunga e chora...

_Porque não esperastes
O crepúsculo de sua existência?
Fostes assim tão de repente,
De presente deste-me a solidão.


É poeta,
Que triste fim tivestes!
Brincastes com palavras e versos,
Falsos e belos amores,
Dominaste o universo,
Mas não fostes o senhor da vida.

Perdoe-me poeta, vou ler seu bilhete,
Aqui esquecido,
Quem sabe estarão aqui suas últimas lamúrias,
De um homem mortificado
Implorando pela vida.

****
“Meu amigo,
Sei que um dia virá visitar-me.
Aqui, talvez, não mais estarei,
Vou vadear pelos caminhos
Que na vida eu trilhei.

O poeta nunca morre,
Espalha-se pelas estrelas.

Estarei nos versos e universos
No sorriso que conquistei
Nas lágrimas emocionadas
Que tantas vezes compartilhei.

 Conquistarei a liberdade
Dos sonhos que são meus
Buscarei em outras paragens
Lugares lindos que desejei.

Serei sério, bandido e romântico!
Estarei no apogeu da carne,
Mais presente que o humano.
E levo daqui a saudade.

Partir-me-ei, oh morte!
Vou sem lhe dizer adeus,
Deixo pra ti, minha inútil carcaça,
E este sombrio lugar
Que de agora, é todo seu.”

ANTONIO TAVARES.
  = LEIA-ME =

Sou parte de um livro
De folhas pequenas
Compreendido
Não entendido
Inacabado.
.
No desuso da capa
O eterno romantismo
Lido em páginas truncadas
Cheirando a pó da prateleira

Venha...
Desfolhe-me...
Descubra que o meu coração
Ainda que embotado da desesperança de um dia
É pulsante, jorra um grande e lindo sentimento.

Leia-me em qualquer parte
Na rua, na beira do riacho,
No enluarar da noite nascida
Na madrugada perdida
No aconchego da alcova.

Leia-me por vezes
Por quanto seus olhos encontrarem os meu escrito
Se em branco as páginas estiverem
Complete-as com carinho, com seu ser,
Com suas escritas, quem sabe aquelas que se fizeram esquecidas!

Sou parte do livro
A espera da sua intera.

 Tonho.