quinta-feira, 22 de setembro de 2016

        = DESCULPE-ME SENHOR TEMPO =              

Hoje pedi licença ao tempo...
Ignorei as linhas e os assentos
As acurvas e retas
Palavras tortas ou certas
Fazia-se noite ou dia
Dinheiro, luxo, pobreza, e daí?
Só você existia!

O que importava se batia à porta
Se existia guerra
Eminente era a paz
Até mesmo as flores, eu as ignorei
Não ouvi a voz do vento
Tudo ficou no tempo
Só para lhe amar!

No aconchego dos meus braços
Sem perder o compasso
De rosto colado
Começamos a dançar.

Seu corpo, meu corpo
Num diálogo de toques e desejos
De suspiros e beijos
Numa paixão sem fim.

Você sentada em meu colo
Esparramamos pelo solo
Beijos e mais beijos
Aguçaram todos os desejos
Intenso, irresponsável  e delicioso, era o amor!

Desculpe-me senhor tempo
Foram meus loucos pensamentos
Que fizeram, eu de ti, licenciar.

Tonho Tavares.