quinta-feira, 25 de agosto de 2016

      = VAZIO DA ALMA =

Hoje acordei sem poesia
Coração ausente
Alma vazia.

Senti-me só e carente.
Procurei solver-me
Nada fazia sentido.

A manhã estava linda
Pássaros em revoadas
Céu de um azul intenso
Poetas inspirados teciam os seu versos.

Peguei o carro
Fui até a cachoeira
Sentei-me na sombra da mais frondosa arvore
A brisa fresca soprava o meu corpo.

Estendi os meus olhos a imensidão
Fui em busca dos meus ausentes  sonhos
Cheguei em meu cantinho encantado
Na certeza de novas ilusões.

Uma sessação de alívio pairava sobre minha alma
Andei pelos floridos vales
Ouvi o gaitear das cascatas
Maravilhei-me com aquele encantado lugar.

Voltei a pequena cabana
Aquela,  lá à beira do lago
Adentrei, tudo estava como dantes

A lareira
O tapete
A rústica mesa de madeira
Com apenas duas cadeiras.

Cheguei ao quarto...
O catre com uma colcha de retalho estendida
Dois criadinhos mudos na parede encostado
Dois cabides
no teto um candelabro iluminado a velas
Na janela uma cortina amarelada pelo tempo
Do lado de fora, um jardim de margaridas florido.

Que paz!
Estava tudo quase perfeito
O que faltava, não eram os sonhos
Era você,  mulher amada.

Tonhotavares