quinta-feira, 8 de dezembro de 2016



Boa noite a todos!

= CAMINHOS E SONHOS =

Caminho...
As vezes sozinho,
Destroços e espinhos,
Fortalece-me em esperança.

Quisera eu...
Em naus, a todo pano,
Nortear-me, em noites de abandono,
No colo amado, o acalanto.

Sou um irremediável sonhador!
Alegro-me com pequenas fatias
Que, a mim, destina a vida.
Agrego... encantamentos, desejos ao molho de paz e felicidade.
Vivo de momentos, em eterno e sempre, primeiro ato,
Cujo ator, sem mascara, ri e chora.

Na jornada da vida, muitas vezes sobre pedregulhos e farpas, caio!
Torpedos em minha direção... esquivo!
Recorro ao picadeiro... reinvento-me!
Em nuvem de algodão macia, repouso!
Fogos brilhantes confundem-se com as estrelas,
Enluarando o palco da vida,
Eu, em plenitude, sigo adiante!

Tonho Tavares.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Boa tarde a todos! Vamos sonhar um pouquinho? Beijos.

= SONHOS DESENHADOS =

Como é bom sonhar!
Nele, posso colocar todos os meus desejos.
Hora, crio uma alameda estreita
De casas coloridas, nas sacadas
Flores em pequenas jardineiras.
Tudo é lindo, mas ali, tu não estás!

Na prancheta dos devaneios retorno...
Busco o velho violão
Vou a tua janela
Dedilho uma canção
A lua, as estrelas, dos sonhadores, as companheiras
Com primazia, ilumina teu jardim.
Eu, em profuso amor
Canto alto, canto ao encanto de profundo querer.
Busco alcançá-la em teus sonhos altaneiros
Nada acontece!
Olho através do vitral da janela
Tua cama, meio que desarrumada, vislumbro
Ainda há sinais, certamente o perfume da mulher amada.
Olho para o céu e clamo à lua, choro junto às estrelas
Colho uma rosa, enrubescida ao meu desalento,
Salpicadas pelas minhas lágrimas, deixo-a em tua janela.
Meus olhos, de brilhos molhados, buscam novamente o violão.
Permito que o amor, com altivez, escolha a canção.
Canto... canto com a chama ardente do seresteiro apaixonado!
Naquele instante sinto a tua presença...
A porta, “Ela” lindamente vestida, com choro e sorriso
Na felicidade da mulher a ser amada.
Buscamos os beijos.
Em abraços e carinhos, contigo ao colo
Adentramos a casa...
Daí para frente... perdoe-me! o ocorrido, só teus sonhos podem revelar-te!
Por isto que eu afirmo...
Como é bom sonhar!

Tonho Tavares.
                     = O AMOR =


O amor, de tão simples, é complexo!
Desvairado sentimento
Com força e doçura, açoita,
Fazendo o coração em frangalhos.

De amor, se alimenta a felicidade!
Eu, inveterado sonhador,
Recordo-me, com saudade,
Do amor nascido sob a força do olhar...

Quando os olhos se casam,
Bate um frio na alma.
O coração é liberto,
Nem o orgulho pode arrancar.

A sós, na sala,
Um suco ou chá...
Ao tocar das mãos,
Se magnetismo houver,
Inevitável beijo virá.

O momento se abrasa.
Abraça, beija, palavras balbucia,
Noite afora se estende
Vai a lua, vem o sol,
É breve o momento.
Fica sempre o desejo
Deste sonho nunca acordar!


Tonho Tavares. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

       = CANTO DE AMOR =

Vamos (a dois) entoar uma canção?
Não importa a letra
A música advém do coração.

Permita-me a coreografia?
Nada complicado!
Iniciaremos com o entrelaçar das mãos,
Libertaremos os nossos corpos
Ao deslumbre dos sentimentos.

O cenário, eu o afanei dos meus sonhos.
Será em campo aberto,
Donde flores belas
Circundaram os nossos movimentos.

Em doce abraço
Ataremos os corpos
Solte-se, sinta-se suave
Como a leve brisa
Que sopra e o corpo arrepia.

Uma linda noite para você eu providenciarei;
Terás um céu de mil estrelas.
Uma enorme lua,
Com seus raios em prata,
Iluminando o nosso cantar.

Se houver brilho em seus olhos,
O refrão em trovas, nós, de rostos colados,
A pele exsuda a magia do amor.

Deixe que cantem em solfejos os nossos corações
Certamente os desejos nos embriagaram!
Ao fechar da cortina, se ainda assim permitir-me,
Eternizaremos com um longo e apaixonado beijo
Quiçá fará o meu desejo?


Tonho Tavares. .

terça-feira, 15 de novembro de 2016

     = O AMOR É A SABEDORIA =

O que é feito de um coração que...
...acredita
...se enfeita
...sonha
...ama.

Ah! O amor...
É tão bom amar!
Amar com força
Com esperança
Com fé.
Amar no mais profundo do ser criança.
É isto que faz valer a vida.
O corpo fica leve
A alma serena.

O amor é um sentimento tão forte... tão nobre...
É capaz de tombar os mais poderosos
E adoça os brutos.

Acredito ser Ele a fonte da juventude.
Quando amamos....
... rimos e comportamos feito criança.
....Ousamos como um adolescente.
...ganhamos a sabedoria dos anciões

Amar é muito bom!
Faz-nos sentir um pouquinho Deus.

O que acontece com um coração...
...que acredita
...que se enfeita
...que sonha
...que ama..?
...Passamos a ver o mundo em aquarela.
....ouvimos a voz forte ou suave do vento.
...Polimos com o olhar as estrelas, passeamos com a lua.
...sentimos a música no silenciar da alma.
...abraçamos o mundo, com tanto carinho, como a criança abraça seu ursinho de pelúcia.

O que acontece quando, na vida, tudo se faz branco e preto...?
... Envelhecemos-nos na alma.
...o raiar do sol não mais significa esperanças.
...as noites de luar e estrelas perdem todo o seu encanto
...os dias desfilam lentamente em cadeiras de rodas, tão devagar, tão lento, que os olhos se perdem embotados em lágrimas.
...A esperança passa apressada com um sorriso amarelo.
...aos poucos se vê o esvanecer da felicidade escorrendo pelo ralo da existência.
...a mata cresce sobre nós desvairada, sem piedade, impedindo a luz de nos visitar.
...perdidos em sobras, sem bússola, sem sonhos.

Num toque leve a esperança, Ela, “esperança”a grande  guardiã do amor
Falando-nos em voz suave, que ecoa lá na alma...
Faz nos lembrar do barbante colocado nas bordas desde a entrada do labirinto.
Das pedrinhas que João e Maria deixaram esparramadas marcando o caminho.
Sentimos a proximidade do amor.
Êi-lo, tão pequeno, tão frágil, como uma fagulha em brasas em meio a cinzas.
Assopramos, assopramos, acendemos um minúscula chama que , precariamente ilumina, nos dando a oportunidade de encontrar o barbante e as pedrinhas, que nos indicará o caminho.
Quando tudo escurecer, tudo fizer preto e branco, e da vida nos restar os suspiros, a descrença tomar conta do nosso ser, lembremo-nos... que o amor restaura, ele estará sempre presente, ele é indestrutível tal e qual o vento.
        Por pior que tudo pareça, o segredo é: amar, amar, amar e mais uma vez amar.

Antônio Jose Tavares    (Tonho)
     = MILAGRE ( OU NÃO ) DO MENINO DEUS =

       Manhã de dezembro! Para ser exato, dia vinte e quatro. Foi aí que tudo aconteceu.
        Neusinha, uma senhorita de quarenta e seis anos, acabava de esvaziar sua segunda garrafa de vodka do dia.
        Apesar da sua embriaguez, ela chora, não queria mais beber. Há tempos estava neste projeto de mudança de vida, mas sem sucesso.
        Sua velha mãe, no quarto, chorava ao ver a sua filha amada se definhando. No rosto o inchaço, que é algo peculiar aos alcoólatras inveterados. Mais uma noite a mãe teve que ajudá-la a se trocar para ir para cama, onde apagaria. Mas, naquela noite, ela não conseguiu dormir nem apagar. Pensava mil maneiras de se livrar daquele terrível pesadelo. Levantou-se bem cedinho, pegou papel e lápis, apesar do estado lastimável em que se encontrava, começou a rabiscar algumas palavras. Sua letra quase ilegível enchia a folha do seu bloco.
         _Bom dia, minha filha! Disse a mãe com certa tristeza.
         _Bom dia, mamãe! A sua benção!
         _ Filha, o que tanto você escreve neste papel?
         _Sabe mamãe, estou escrevendo uma carta para o menino Deus! É chegado o natal e quem sabe Ele possa me atender!
         _Filha, o que você está pedindo a Ele?
         _Quero realizar um sonho mamãe, estou pedindo para que Ele me ajude a parar de beber.
         _Que bom, minha filha! Você sabe que eu não sei escrever, mas escreva embaixo o meu bilhetinho para Ele. Pode fazer isso?
         _Claro, mamãe! Diga o que quer que eu escreva.
         Aquela boa senhora, com os olhos cheios de lágrimas, começou a ditar o seu pedido. Resumindo ela dizia: “Se o Senhor ajudar a minha filha eu poderei morrer em paz”.
         _Filha, assine e deixe que eu coloque a meu polegar aí junto à sua assinatura.
         E assim ficaram as duas transbordantes de felicidade.
          _Filha, como enviaremos esta carta?
          _Mãe, eu já pensei em tudo, vou subir lá no morro da torre de rádio, amarrarei a carta num balão e soltarei ao vento, com certeza ela irá até as mãos do Senhor.
         _Então filha, eu irei com você.
         E assim mãe e filha saíram numa caminhada árdua, mas que acreditavam seria o milagre que mudaria suas vidas. Chegaram com muita dificuldade ao topo. Neusinha embora muito mais jovem, não se agüentava de pé. Sua mãe pegou o balão, amarrou a carta nele, deu a mão a sua querida filha e fizeram a oração do Pai Nosso. Juntas, com os olhos embotados de lágrimas e esperança, soltaram o balão.
        Como por milagre, ele subiu verticalmente e com tanta rapidez, que se perdeu no azul do céu.
      As duas, cheias de esperança, voltaram felizes para casa. Neusinha, ao chegar, pegou todas as garrafas da prateleira e outras que estavam escondidas esvaziando-as dentro da pia. Mesmo com aquela obsessão forte e aquela compulsão toda, ela estava decidida a não mais fazer uso da bebida. Sentaram-se na sala, colocaram música e ficaram ali por horas, coisa que não acontecia há tempos.
        Alguém bateu a porta, Neusinha foi abrir e era um jovem senhor, cabelos grisalhos, voz forte, um rosto franco que trazia em seu sorriso a luz do amor.
         _Posso lhe ajudar? perguntou Neusinha.
         _Talvez. _Disse o homem. _Estou procurando Neusinha, ela mora aqui?
         _Sim, meu senhor, sou eu! Em que posso lhe ajudar?
         _É que estou muito engasgado com alguns problemas que aconteceram comigo, estou precisando desabafar. Pode ouvir-me?
         _Mas é claro! Entre, por favor! Como o senhor se chama?
         _Eu me chamo... Sou um alcoólico, estou paralisado há mais de vinte anos, mas queria contar para você um pouquinho da minha história, pode ser?
         _ Esteja à vontade! Mamãe, prepare um cafezinho para nós. O papo vai ser longo. Ele deve ser o enviado de Deus que veio dar resposta à nossa carta.
         O bom homem se identificou como um membro de “Alcoólicos Anônimos”. Contou toda a sua trajetória no alcoolismo e ouviu de Neusinha o seu desabafo. Riram muito de casos pitorescos e choraram as coisas tristes. Foi aí que tudo começou.
        Não sei a que nome dar a isto: milagre, determinação, coincidência, solidariedade, conscientização, amor... Acho que nada disso importa, o importante é que Neusinha hoje, está há dezenove anos sem beber. Sua mãe partiu como partem todas as mães que têm na consciência o sabor de um dever cumprido.
               Caros amigos, este é um caso verídico! São estes e tantos outros que assistimos e vêm nos mostrar que o milagre existe para aqueles que o buscam.
Feliz Natal a todos!

a hitória é rela, acontecido na cidade de Itaúna.

*Neusinha é um nome fictício.

Tonho Tavares
  = AMOR EM FUSÃO =
O corpo,
A cama.
A luz,
A chama.

O amor
Eterniza o tempo.
O beijo,
Dos desejos, o harpejo.

Palavras brotam
No coração desabrocham.
Cândido sentimento do querer
Revelado a dois.

Não se resistem
Comportamento inusitado
Arrepia a pele
Avassalador deleite.

Do amor
Tudo se espera.
Na vida, ele a tudo se regenera.
Na rua de mãos dadas
Magia, encantada
Em passarela.


Tonho Tavares. 
       = Perpetuar dos sonhos =

Desinquieta-me os sonhos!
Na avidez, o amor transborda.
Leva-me ao mundo encantado
Lá, onde a beleza se espalha!

Com sorriso à mesa assentada
Cruzam-nos os olhares
Você, bela senhora,
Faz a noite
Eterna ser! 

Entre pequenos goles e petiscos
Nossos olhos se buscam
Mão que se tocam
Corações que se enlaçam.

Que importa...
Frases ditas ou não...
Se chove lá fora...
Se há lua
Ou se faz sol...
Somos anjos em volúpia
Caminhamos a luz do luar
Caricias e desejos
Ouve-se apenas murmúrio
Livre é o amor.

Em branco linho
Eu a vejo
Cabelos soltos
Olhos em chamas.
Entregamo-nos à libido
Voamos nas asas loucas da paixão
Perpetuo os meus sonhos.


Tonho Tavares

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

    = SONHOS DE AMOR =

 O céu veio a terra...
Beijou o chão, reverenciou o mar, as cachoeiras
As matas, e os montes.
Chegou ate você
Não lhe fez reverencias
Buscando-a pelas mãos
Contou-lhe uma linda história de amor
Fez você dormir
Cobrindo-a com o lençol branco dos sonhos
E por ali, eu a esperava.
Linda, você estava
Cabelos soltos ao vento
Seus olhos mais pareciam perolas
De intenso brilho.
Com delicadeza, eu a abracei.
Como por encanto
Uma canção nos fez ouvir
Dançamos como na realeza
Rodamos por todo o imenso salão
Distribuímos sorrisos de uma eterna felicidade.
Senti que teus lábios vinham de encontro aos meus
Naquele momento, como por magia
Todo o cenário se desfez
Ali estavam, você e eu
Na cama entre paredes
Reféns de um amor inevitável
E sem fim.
Tomei você em meus braços
Vieste com leveza e furor.
Beijei os teus lábios
Com fome de amor.
Envolvemo-nos loucamente, ate a exaustão
O prazeroso gozo, calou os nossos sussurros e gemidos
No relaxamento dos sonhos, adormecemos.
Não fui eu, o autor da conquista
Foi o céu que veio a terra
Dando-me você como um presente
tornando-se o mais valioso
Tesouro da minha vida.

Tonho Tavares    
   = QUANDO AMANHECER =

Quando amanhecer...
Buscarei todos os sonhos que se esparramaram em meu leito.
Abrirei a janela, deixando que o sol venha ser-me companheiro.
Sem camisa, sentirei a brisa fresca do dia amanhecido.
Soltarei cada sonho tatuado com o meu nome ao vento
quem sabe eles venham a lhe encontrar, fazendo feliz este coração
calejado, que se arrasta por entre versos,  lua e estrelas
suspirando saudade,
solfejando a romântica canção
que num dia, eu pleno em amor, dediquei a você.

Quando amanhecer...
Talvez lhe envie flores...
Quem sabe, de ti, ganharei muitos beijos?
O amor não se perde ao tempo
Não se evapora como o vento
Não foge
Nem tão pouco pedi licença para fazer do corpo o seu abrigo.

Quando amanhecer...
A procura de ti, estenderei os meus olhos ao longínquo  caminho.
Buscarei em cada flor o teu sorriso.
Umedecerei os meus lábios com a língua
Que fora ressequidos pela longa espera dos teus beijos.
Na vida, uma certeza eu tenho...
Nunca estarei só
Sempre e sempre, estarei aqui, alimentando de sonhos
a esperar por teus beijos.

Antônio Tavares.

(Tonho )
Boa tarde a todos!

     = UM POUCO DO AGORA =

Se me curvo em meus versos
reverencio-me ao amor
que exala, entala
escorre pela pele
no peito faz doer.

Amarga é a saudade!
viajo no mais profundo dos sentimentos
no lábaro, a flamula verde da esperança
não sou eu mais um jovem encantado nas primícias do amor platônico
Sou carne, alma, sentimento
sou sexo, sou carinho
Bebo da beleza ardida das tardes de solidão
Sou apenas saudade.

Tonho Tavares

terça-feira, 1 de novembro de 2016

     = VENHA =

Estou à mercê do tempo.
Vivo os sonhos não adormecidos.
Repouso-me em teu silêncio.
Bebo a amarga solidão da minha inexistência
Preciso saciar-me do amor que jorra da tua fonte.

Rega-me...
Enveredar-me-ei em teu destino
Dê-me esperança a vida
Sou um pequenino ser vivente.

Cativaste-me em teu ser.
És o lastro (sonhado) que sustenta a minha vida.
Serei
Por tua graça
O amor em versos
Esparramado, em devaneios, pela brisa leve da poesia.

Antônio Tavares
  = O POETA NÃO MORRE =

A escrivaninha empoeirada
No canto adormecido
A caneta, o caderno,
 E um bilhete esquecido.

Ao lado da porta,
Um homem, já grisalho,
Com seu olhar perdido
Amarga a dor da saudade.

 As gotas de chuva
Salpicando a vidraça
São como um coração pulsante
Num corpo sem vida.

O homem resmunga e chora...

_Porque não esperastes
O crepúsculo de sua existência?
Fostes assim tão de repente,
De presente deste-me a solidão.


É poeta,
Que triste fim tivestes!
Brincastes com palavras e versos,
Falsos e belos amores,
Dominaste o universo,
Mas não fostes o senhor da vida.

Perdoe-me poeta, vou ler seu bilhete,
Aqui esquecido,
Quem sabe estarão aqui suas últimas lamúrias,
De um homem mortificado
Implorando pela vida.

****
“Meu amigo,
Sei que um dia virá visitar-me.
Aqui, talvez, não mais estarei,
Vou vadear pelos caminhos
Que na vida eu trilhei.

O poeta nunca morre,
Espalha-se pelas estrelas.

Estarei nos versos e universos
No sorriso que conquistei
Nas lágrimas emocionadas
Que tantas vezes compartilhei.

 Conquistarei a liberdade
Dos sonhos que são meus
Buscarei em outras paragens
Lugares lindos que desejei.

Serei sério, bandido e romântico!
Estarei no apogeu da carne,
Mais presente que o humano.
E levo daqui a saudade.

Partir-me-ei, oh morte!
Vou sem lhe dizer adeus,
Deixo pra ti, minha inútil carcaça,
E este sombrio lugar
Que de agora, é todo seu.”

ANTONIO TAVARES.
  = LEIA-ME =

Sou parte de um livro
De folhas pequenas
Compreendido
Não entendido
Inacabado.
.
No desuso da capa
O eterno romantismo
Lido em páginas truncadas
Cheirando a pó da prateleira

Venha...
Desfolhe-me...
Descubra que o meu coração
Ainda que embotado da desesperança de um dia
É pulsante, jorra um grande e lindo sentimento.

Leia-me em qualquer parte
Na rua, na beira do riacho,
No enluarar da noite nascida
Na madrugada perdida
No aconchego da alcova.

Leia-me por vezes
Por quanto seus olhos encontrarem os meu escrito
Se em branco as páginas estiverem
Complete-as com carinho, com seu ser,
Com suas escritas, quem sabe aquelas que se fizeram esquecidas!

Sou parte do livro
A espera da sua intera.

 Tonho.

domingo, 30 de outubro de 2016

    = EU E MEUS SONHOS =

Vamos sair...
Quem sabe em um único segundo
Por descuido ou desejo
Os teus lábios eu beijar.

Se em teus olhos estrelas brilharem
E o teu corpo, como por encanto,
De mansinho se aconchegar ao meu
Solfejarei em teus ouvidos
Uma melodia de amor.

Sou sonho...
Enveredado no mais profundo dos devaneios
Dou-lhe flores.
Navego em teu copo despido
Ouso o clamor de tua alma
Realizo todos os teus desejos.

Quando o sol timidamente invadir a nossa janela
Dar-te-ei as mais lindas flores
Quem sabe rosas vermelhas, ou mesmo lírio do campo?
Ganharei de você, mil beijos.

Perdoe-me!
Ainda nem aceitastes o meu convite
Eu no ato derradeiro.
Sou um sonhador inveterado.

Tonho.
     = SUSPIRO =

Suspiro...
Respiro devagar para não me sufocar.
Cheiro de amor no ar.

Busco um canto
Quem sabe um encanto
Nas entrelinhas do tempo
Contento-me apenas em amar.

Suspiro...
Não me atenho...
Busco o preto e o branco
Tropeço nas cores vivas do grande sentimento
Que distraído, as deixei jogada pelo chão.

Suspiro...
Loucura, razão, desejo
Não informo
Formo, sofro e choro
Perco-me nas reticências sem acasos.

Suspiro...
Quisera eu enfeita as suas amanhãs
Transbordar de recordações saudosas o seu ontem.
Desenhar em seu rosto, a cada manhã, o sorriso de mulher
que por toda noite fora amada.

Suspiro...
Suspiro pelas lágrimas que deseducadas se atropelam em meus olhos regando o solo.

Quem sabe no amanhã vindouro
Suspiro, por todas as cores
Por todo o amor
Que possamos vivenciar.

Tonho Tavares.

     = VIDA E SONHO =

         Por favor, feche o teus olhos
Sinta a suavidade da brisa que o teu corpo sopra.
Acariciarei o teu rosto com as costas das minhas mãos
ásperas do trabalho árduo do dia a dia.
Roçarei os meus lábios, bem de leve,  pelo teu pescoço.
Sussurrarei meus muitos desejos em teu ouvido.
Se houver em tua pele o arrepio, aconchegar-te-ei em meus braços
Buscarei os teus lábios e num louco desejo, beijarei a tua boca.
Daremos uma pausa para mundo.
Seremo-nos eternos, ainda que por segundos
Pois todo o tempo será pouco para nós dois.

Tonho Tavares

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

      - QUEM SABE UM DIA =

Quero um dia...
De magia.
De alegria.
De amor livre sem pecado.

Um dia...
De beijos puros e profanos.
De passeios de mãos dadas.
De sorvetes e pipocas.
Que importa o ontem ferido
Ou o amanhã em suas incertezas
Se o que nos completa é o agora para amar.

Um dia...
De linho, cetins e veludos.
De banheira cheia de espuma.
Catre macio.
Rolar pelo tapete
Desvairando em desejos
Fazermos amor sem falsos pudores.

Quem sabe neste mesmo dia
Sair para o campo
Tomar banho nus na cachoeira.
No ápice do gozo gritar sem receio.

Se tudo isso for muito
Contento-me em ir para a casinha branca...
Deitar com você na rede.
Cantar ou recitar para você um poema.
Assistir o sol se descambar por detrás dos montes.
Ver a lua cheia clareando toda a mata
fazendo as águas da cascata em prata.

Carregarei você para a cama
Beijar-te-ei ate que nossos corpos se inflamem
Faremos amor ate adormecer dos desejos.

Quem sabe, um dia?

Tonho Tavares
         = PERMITA-ME =

Permita-me deitar em seu colo?
Estou sem solo.
Carente e ausente de mim!

Sou velho.
Sou menino
Estou planta ressequida
A beira da estrada.

Meu corpo, já não traz a mesma vitalidade de outrora.
Às vezes eu rio, outras vezes, eu choro.
Sou eu o mesmo
do ontem e do agora.

Permita-me deitar em seu colo
Estou sem solo
A espera de você.

Você penetra em sonhos...
Com graça, estende-me as suas mãos
Ergui-me com carinho
Desliza os seus dedos pelos meus lábios
e num silêncio angelical
Beija com ternura a minha boca.

Levo as minhas mãos ao seu rosto
Acaricio!
Mergulho-me em seu lindo olhar
Desvendo os seus mais secretos desejos
Repito o beijo
Saudades sem final!

Permita-me deitar em seu colo?
Encontrarei o meu solo
Amor perene e sem fim.

Tonho Tavares

    = VEREDAS DOS SONHOS =


Espalha-te pelo corpo meu!
Pelos poros brotam todos os desejos.
A doce insanidade o meu ser domina.
Eu perdido, eu querido, eu amado!

Serei de ti o pequeno arroio
 Cujas flores
Ali nascidas
O teu coração venha a encantar.

És de mim o bálsamo que faz sarar as dores da razão.
De formas variadas eu a vejo.
Em todas elas, és a linda fonte que minha sede sacia.

Fecho os olhos
Meus sonhos ao teu encontro levam-me.
Entrego-te uma rosa vermelha perfumada
Inevitáveis são os beijos.

Como desejo passear
De mãos dadas,
Em um tempo qualquer
A um lugar, lugar qualquer
Isto não importa!
Quando se ama, tudo e tudo se tornam encantado.

Perdoe-me poesia...
Margeio-me pelo amor que me habita!
Enveredo-me em quimeras
Despertando os sonhos.
Quem sabe um dia... quiçá!

Tonho Tavares.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

    = ESPERO-TE MULHER =

Espero-te...
Mesmo que você não me tenha muito amor.
Mesmo quando no céu não mais brilhar a lua e as estrelas.
Mesmo quando a dor da saudade me fizer escrever-te tristes versos.
Mesmo quando minha alma desnuda chorar
E o outono doar todas as folhas ao impetuoso vento.
Mesmo que a primavera venha sem flores orvalhadas.
Até mesmo, quando meus lábios ressequidos não mais cantar a nossa canção.
Mesmo que em seus sorrisos não mais exista o brilho de mil estrela.
Eu a espero.
Venha, venha mostra-me o sol desvairado
Leve-me a fonte, que embebeda-me de sonhos
Não é nas adversidades que perecemos em amor
Amor é forte como a rocha
Sensível como seda
Suave com a brisa que vem das cachoeiras
As vezes amargo como fel.
Não importa!
Mesmo assim, por ti, mulher dos sonhos meus, eu esperarei.

Tonho tavares.

   
 = EU A SUA ESPERA =

        Venha!!!
Estou a sua espera...
Plantarei as mais lindas flores
para enfeitar a sua chegada.

Serão, rosas, orquídeas, flores silvestres
e alguns vasos de amor perfeito.
será feito...
será perfeito!

Pedirei aos anjos
naquela hora
que desatem a grande cortina negra da noite.
Que esparramem milhares e milhares de estrelas
pelo imenso céu que escolhi para você.

Uma lua enorme
quem sabe cheia
a iluminar os nossa noite de desejos.

Venha!!!
Não estou a mercê do acasos
faremos do amor o mais lindo caso
deste nossos mundo bordado
em um imensos e eterno jardim.

Tonho.
                          

            = REFLEXÃO =

Silencia o tempo...
No coração, todos os sentimentos
Frívolos pensamentos.

Segue a trilha
Terra alagada
Mata a sede,
Água de enxurrada.

Envelhecidas e desesperançadas crianças...
Choram!
Somos ou não os culpados?
Pais em desespero...
Deus questionado
A tudo eu assisto!
O coração triste, a inutilidade, a impotência,
tão pouco posso!

Onde esconderam os sorrisos deste povo humilde e pequenino?
Certamente, em palácios e mansões dos corações em ostentação e poder.
Não me omito...
Quem sabe, a parte que a mim cabe!
Vivo minha religião e me esqueço do religioso que em mim habita.  

Comemoro com pompa, o nascimento do Menino Jesus.
Ignoro aos milhares de filhos de Deus que nascem em miséria, sem berços, quem sabe, sem manjedoura, nas esquinas da vida.

Tonho Tavares.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

     EU SONHO.

E a luz penetrou em meu quarto.
Acariciou meu corpo
Perfumando a madrugada.
A lua, por sutileza, por entre as nuvens
Escondeu-se.

Fiz-me vento.
Varri nuvens, poli as estrelas
Brinquei de esconde, esconde, com a lua
Gaiteei com os anjos.
Viajei pelas mais lindas paisagens.
Com as sereias explorei
As profundezas do oceano.

Bebi água, da mais límpida,
Das fontes.
Colhi com os meus olhos,
Das mais raras, as mais singelas
das flores.
Visitei o lago, cujas águas
Exibiam as estrelas e a majestosa lua,
Tal e qual uma bela tela pintada.
Subi a colina,
Bem no topo do mundo
Gritei o seu nome.
Viestes em meu socorro
Como brisa fria da madrugada,
No meu peito atracou-se
Afastando-me da solidão.
Abri os meus olhos
Beijei a sua foto que ao meu lado sorria.
Tu és a luz, que me envolve,
Que me aquece,
Que me arranca sorrisos,
Quando me sinto na solidão.
Meus olhos se alagam
Tudo é saudade.
Sou real, todo seu,
Você é sonho, todo meu.

Tonho.
         = POR VOCÊ =

  Estou a mercê do amor
Sussurros ao vento
Lamento, busco e não me contento
Eu quero você!

O amor não se faz com o tempo
É um doce tormento
Entorpecente do corpo
Que a alma faz renascer.

Estou a mercê do amor
Venha... a noite já se faz calada
A lua a espreita
Espera a sua chegada
Este coração  pede por você.

Estou à mercê do seu amor
Por favor... não me deixe ao acaso!
Meu corpo sedento em brasas
Há muito esperando por você.

Tonho.
        = SUSPIRO =

Suspiro...
Respiro devagar para não me sufocar.
Cheiro de amor no ar.

Busco um canto
Quem sabe um encanto
Nas entrelinhas do tempo
Contento-me apenas em amar.

Suspiro...
Não me a tenho...
Busco o preto e o branco
Tropeço nas cores vivas do grande sentimento
Que distraído, as deixei jogada pelo chão.

Suspiro...
Loucura, razão, desejo
Não informo
Formo, sofro e choro
Perco-me nas reticências sem acasos.

Suspiro...
Quisera eu enfeita as suas amanhãs
Transbordar de recordações saudosas o seu ontem.
Desenhar em seu rosto, a cada manhã, o sorriso de mulher
que por toda noite fora amada.

Suspiro...
Suspiro pelas lágrimas que deseducadas se atropelam em meus olhos regando o solo.

Quem sabe no amanhã vindouro
Suspiro, por todas as cores
Por todo o amor
Que possamos vivenciar.

Tonho Tavares.
     = HOJE EM PENSAMENTO =

Por favor, não queira moldar-me!
Nem mesmo mudar-me.
Sou o que sou
Pedra dura polindo ao tempo.

Nasci livre
Imperfeito e com alguns acertos
Sou imutável, como imutável é o amor.

Do amor, eu não trouxe a sua beleza
Desfruto das suas inesgotáveis riquezas
Tenho sede de amar.

Amo a vida
As pessoas
A natureza
Os animais

Sou virtude
sou defeito
sou feito e desfeito
Sou um ser humano perfeito.

Na felicidade, sou livre, como livre é o condor
Canto, solfejo, assobio, grito
Sou suave como o silêncio.

Nas tristezas...
Tristeza... Acho que não a conheço
Talvez, momentos diferentes
Onde eu choro, oro,
Em Deus e nos amigos me consolo.

Viver em você...
É viver dupla alegria
São as minhas e as suas
é viver em harmonia.

Seus problemas, sua cruz, seu calvário
Dividimos o peso na caminhada
Tornando-se suportável a escalada.

Felicidade é como flores em meio as pedras
Só as contemplam, aqueles que sabem procurá-las.

Amo vocês mulheres
Fêmeas adoradas, que devem sempre ser amadas...
A cada amanhecer
Ao anoitecer
Ao contemplar das estrelas, da lua...
Nas noites frias de inverno
Amar a cada momento
É tão forte, é tão mágico.

Você que sabe amar com os olhos
Encanta-me
Encontro neles, a chamada do amor.

Amo você...
Que segura as minhas mão
Que desliza os lábios pelo meu rosto
Que abraça-me com sabor de mil desejos
E trás no beijo todo encanto dos sonhos.

Amar você a cada momento
Nas noites cálidas de amor infindo
Ou simplesmente, amar, amar e amar.


Cultive-me com carinho
E colherei em você as mais lindas flores
Mas por favor...
Não me molde
Nem mesmo me mude
Se isto acontecer, com certeza
Terei o meu “Eu” em pedaços
não me terá por inteiro.

Tonhotavares

terça-feira, 18 de outubro de 2016

     = AMOR SECRETO =

Na vida,
não há nada mais sofrido,
Que um amor entalado,
Escondido.
Que grita, reclama
E não é liberto.
Amor secreto,
Concreto,
Que respira, que transpira.
Que lateja na alma.
Que invade os sonhos.
Que ilumina ou escurece os nossos dias.
Quando estamos acompanhados
de nós, ele fere o coração.
As lágrimas fazem fila
Meio que deseducadas
Atropelam umas às outras.
Estreitam o ambiente
Massacrando o corpo.
Torturam a carne,
Matando-nos a cada segundo.
O amor é animal selvagem,
Indomável,
De asas, alado.
Não nasceu para o cativeiro.
Não se adestra.
O amor gosta de banquete,
Não vive de migalhas.
O amor livre encontra-se com a felicidade.
Amor reprimido, fica a dor da saudade.

Tonho Tavares
     = VOCÊ E EU =

Quero ser poesia!
Mergulhar em versos,
Passear pelo universo
Do realismo ao sonho.

Atravessar o oceano,
Viajar em alento,
buscar a cada momento
a magia do amor.

Irei à ilha encantada!
Eu, poesia molhada,
Serei enxugado por você, menina,
Com a toalha macia do teu corpo despido.

Ilha de estrelas, de luar, de sol irradiante.
Mundo de sonhador,
recheado de encantos.

Sob o luar, você,                                                                                       nua como uma deusa,
 enlouquece-me com a sua beleza.
Pobre, eu poesia colho estrelas,
faço pra ti uma grinalda de brilhos.
Busco os mais perfeitos raios da lua,
teço como um artesão
um lindo e prateado véu pra ti.

Abraçamo-nos em encantado leito.
Lábios e corpos em fusão,
Eu poesia, você canção.

Tonho Tavares
   = AMOR EM DEVANEIO =

Venha comigo, vou levá-la
ao mundo de sonhos.

No primeiro raio de luar
faremos a nossa escalada.
Brincaremos de roda com as estrelas.
Sobre a lua dançaremos de rosto colado.
Som, apenas o do amor no pé do ouvido solfejado.
No final do bailar, um beijo louco e molhado.
Beberemos, lá em cima, poesias mil,
que os loucos e apaixonados poetas,
caprichosamente deixaram-nas por lá.
Desceremos na grande colina
Lá, encontraremos numa pequena casinha,
onde a lua, por detrás estrategicamente, faz a sua retirada.
Tem um quarto simplesinho.
Uma pequena cama,
Uma mesa.
Duas cadeiras.
Dois criadinhos.
Nas janelas,
singelas cortinas de renda
branca, amarelada pelo tempo.
Um tapete de retalhos esparramado pelo chão.
Um cabide na parede...
Pra quê?
Roupas rolaram pelo chão.
Amor desvairado, feito , perfeito.
Corpos suados.
Abrimos à janela.
No horizonte a noite se desfaz da negra cortina.
Sorrindo, o raiar do sol nos convida
a mais um dia de amor.
Será a eterna felicidade!

Tonho Tavares

terça-feira, 11 de outubro de 2016

    = PARA VOCÊ MULHER AMADA =

Não é preciso de um milhão de desejos...
Milhares de beijos...
Para sentir o quanto eu te amo.

Mesmo que...
As nuvens escuras
Oculte o sol em sua exuberância...
Que as estrelas, (por desencanto), desnudem dos seus brilhos...
E as longas madrugadas padecidas em lágrimas marcarem presença...
E as manhãs mal amanhecidas despertarem sem flores...
Ainda assim eu a amaria.

Para você...
Poliria a cada uma das estrelas
Retirando delas os seus mais lindos brilhos.
Pintaria o céu com as cores do arco-íris.
Desenharia o sol em seu poente
Desvairando por detrás do mar.
Faria de todas as madrugadas fagueiras.
Plantaria as mais lindas flores debaixo de sua janela
Dentre todas você seria a mais bela.

Quem sabe um dia
Numa breve momento
Eu, de amor sedento
Declamarei para você estes versos.
Venha meu amor sonhado
Farei de te a minha mulher amada.

Tonhotavares
     = VOCÊ E EU =    

Quero ser poesia!
Mergulhar em versos,
Passear pelo universo
Do realismo ao sonho.

Atravessar o oceano,
Viajar em alento,
buscar a cada momento
a magia do amor.

Irei à ilha encantada!
Eu, poesia molhada,
Serei enxugado por você, menina,
Com a toalha macia do teu corpo despido.

Ilha de estrelas, de luar, de sol irradiante.
Mundo de sonhador,
recheado de encantos.

Sob o luar, você,                                                                                       nua como uma deusa,
 enlouquece-me com a sua beleza.
Pobre, eu poesia colho estrelas,
faço pra ti uma grinalda de brilhos.
Busco os mais perfeitos raios da lua,
teço como um artesão
um lindo e prateado véu pra ti.

Abraçamo-nos em encantado leito.
Lábios e corpos em fusão,
Eu poesia, você canção.

Tonho Tavares
          = AMOR ATREVIDO =


    Veio pedir o meu amor?
Por favor... Pense bem!
Dele, não tenho nada a me orgulhar.
É muito atrevido, ele agarrara, afaga
e faz coisas que até Deus duvida.

Adora dar flores, dizendo-as “compradas”
Vai saber...
Invade o céu com um grande cesto,
colhe estrelas,
apanha sem permissão os raios da lua
e lhe entrega fazendo-se poeta.
É passageiro clandestino
que viaja às escondidas nas asas do sonho.
É ele, o exímio penetra
Rouba a alma
E como sem-teto
Apossa-se do seu coração.

Se o levar, vai se arrepender!
Sossego não mais terá.
Roubará a suas roupas
Derramará o teu suor,
Fará você gemer de prazer.

E para terminar, pense mais uma vez,
Ainda é tempo de desistir!
Ele adora atacar de madrugada...
Anestesia a sua alma,
enquanto você dorme
E rouba o seu corpo.

Se mesmo assim, depois de tantos defeitos
eu ter-lhe contado,
Ainda assim o quiser, lamento,
mas o que posso lhe dizer?

Vocês se merecem!
 
  Tonho Tavares"

segunda-feira, 10 de outubro de 2016



PERFIL:

Antônio José Tavares nasceu na cidade mineira de Bom Sucesso aos dezenove dias do mês de fevereiro do ano de 1954. Na literatura Antônio Tavares é autodidata, assim como o seu pai, Senhor Raimundo José Tavares - codinome Rajota – que, apesar de pouco estudo foi professor de português, latim e francês e teve vários trabalhos literários também publicados em jornais (nos municípios de Patos de Minas e Divinópolis – MG), além de ter ocupado o cargo de Redator chefe jornal Agora, postando também, nos jornais, juvenil, Folha Diocesana de Divinópolis – MG.

A primeira obra literária de Antônio Tavares foi um romance intitulado “TRAJETÓRIA” publicada no ano de 1999. E, ao mostrar para o seu pai o ‘rascunho’ deste romance o mesmo lhe disse: “Não devemos guardar somente para nós, aquilo que criamos”. Este romance relata a ‘trajetória de um adicto em bebidas alcoólicas’.

Sua primeira poesia foi escrita na fase da maturidade, aos 48 anos de idade, e nesta época teve como ‘crítica literária’ a jornalista e escritora da Academia de Letras de Belo Horizonte – MG, Dora Tavares, sua irmã, que ao avaliar tal poema disse-lhe: “Gostei, siga em frente”;

A partir de então nasceu o escritor (romancista, contista e poeta) ‘Antônio Tavares’, que, seguindo as primeiras orientações de seu pai publicou várias poesias e alguns contos, inicialmente no Jornal “Jornal dos Municípios ” – MG para depois, ter sua escrivaninha no site Recanto das letras e, agora se prepara para lançar seu primeiro livro de poesias, ainda em fase de produção literária.

Falar do Poeta Antônio Tavares, não é tarefa fácil em razão de sua expressiva sensibilidade criativa; Para compreender a sua obra é preciso antes conhecer o ser humano detentor de um coração generoso e sempre disposto a servir e amar ao próximo.

Antônio Tavares, ou Tonho Tavares (como se autodenomina) é uma pessoa de hábitos simples, porém versátil, comunicativo que, consciente do seu papel de cidadão integrado na sociedade, realiza trabalhos voluntários de cunho assistenciais aos dependentes químicos e aos alcoólatras a várias instituições filantrópicas.
       
Dentre elas podem ser citadas: "Casa Dia" e "Ampare", ambas em Divinópolis-MG e ainda a "Casa de recuperação Beija Flor" na cidade mineira de Oliveira.

Este trabalho - desenvolvido há 27 anos - por meio de palestras, aconselhamentos e ou de assistência às casas destinadas a apoiar esta triste realidade social que carece de assistência econômica, de políticas governamentais no campo da saúde pública, nasceu de sua própria história de vida.

Aos 15 anos de idade tornou-se um dependente alcoólico pelo ‘uso e abuso’ desta ‘droga’ - conforme definição dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - embora lícita em vários países, inclusive o Brasil – e trouxe-lhe tristes consequências apesar da experiência concreta e dolorosa tê-lo conscientizado da importância de reconhecer que quem faz ‘uso e abuso do álcool é considerado um doente - também pelo comitê científico da OMS* – e por isto deve ser tratada vez que, há caminhos, salutares, na luta contra esta doença.

Assim, aos 31 anos de idade conheceu o grupo denominado Alcoólicos Anônimos (AA) através do ‘Meu saudoso amigo, Omildo Veloso que me encontrou no fundo do poço e não desistiu de mim’ e lá após aprender que “o nada é um ponto de partida para tudo que possa e queira ser modificado” passou a desenvolver os trabalhos voluntários acima citados e ainda hoje frequenta o AA.

Como poeta e escritor, sua obra num primeiro momento expressou os dissabores enfrentados pela sua ‘dependência alcoólica’ e posteriormente influenciado pela resistência e  controle desta dependência evoluiu o seu ‘olhar interno’ e reaprendeu a ver, sentir, respeitar e admirar os gestos humanos e as cenas cotidianas.

E como bem definiu a grande e saudosa poetisa Petrovana: “Teu perfil arrepia a alma de quem o lê e traduz! Alma poeta que um dia largou sua cruz! No presente ele te dá à magia [...]; Sem muito estudo denota um ‘cantador do amor’; Um grande poeta nato, que nunca esmaeceu!”.

Sim, é verdade! O poeta Antônio Tavares concluiu, no ano de 1967, apenas o ‘curso primário’ tendo estudado no Grupo Escolar Protásio Guimarães e posteriormente na Escola Estadual Oficial Benjamim Guimarães. E, ainda, nos dizeres da poetisa citada “Tua faculdade é tua alma e a poesia é o teu amor”!

Ninguém melhor do que o nosso querido ‘Poeta Tonho’ para traduzir-se enquanto ser humano e poeta! Então, apreciem:

“Um dia encontrei amigos que me disseram que dentro da minha carcaça inútil, existia um homem capaz de reescrever a sua história. Por incrível que pareça, comecei a acreditar na vida. E, uma luz tímida, mas constante, deu-me novas esperanças! Hoje não me envergonho mais de ser quem eu sou. A bebida, agora faz parte de um remoto passado. Toda esta experiência vivida delegou-me o direito e a obrigação de tentar ajudar aqueles, que como eu, um dia, fiquei detido no caos! Hoje, sou imensamente feliz e me tornei produtivo e amoroso!  Hoje, sou poeta"!

Bem vindos à escrivaninha do
Poeta Antônio Tavares,
ou Poeta Tonho!

(Tonho Tavares  toninhotav@hotmail.com)


Agradeço a grande poetisa Liliane Prado, residente em Goiana, por ter confeccionado este perfil para mim. Obrigado minha querida amiga, que Deus lhe abençoe sempre!