terça-feira, 18 de agosto de 2015


= Encontro encantado =

Uma estrela
pousou em minha mão.


Brilhou enlouquecida,
Pulou no chão e
Correu pelas ruas
Fazendo rastros.

Rastros de pérolas iluminadas,
Galhos e arbustos...
Tudo que fora por ela tocada,
Brilhava com o pó reluzente
Formando um caminho encantado.

Foi um desce e sobe,
Curva à direita, à esquerda.
Contornava o rio,
Atravessava a ponte e
Embrenhou-se pela mata.
Subiu a serra e
Na gruta fez parada.

Eu, cansado, intrigado,
Pelo caminho me enveredei.
Ao chegar ao topo,
Luzes de mil estrelas,
Raios de luar!

Não era um mundo diferente,
Apenas um lugar.

Sentei-me ao pé de uma árvore
Claridade
Penetrava 
Por entre as folhas
Como flechas iluminadas.

Eu, débil, a mercê do encantado,
Olhei para alto e
Nada vi.
Esperei uma linda rainha
De colar de pérolas,
Brincos cintilantes e
Pulseiras de diamantes.

 As luzes,
Tal e qual um holofote
A gruta iluminou...
Meu coração disparou!
Você veio para meu lado,
Ignorando todo o brilho e glamour.
Vestia um vestido simples,
Leve e um tiara de flores silvestres.
Estava linda, muito linda!
Minh‘alma enamorou-se.
As luzes se foram.
Apenas a lua,
As estrelas,
Bem lá no alto
Para nós sorriam.
O brilho foi embora
Que importa?

Estávamos nós, as sós, abraços e beijos,
Tudo completo, 
Pela luzes do amor.

Tonho Tavares