domingo, 26 de julho de 2015

RECONSTRUÇÃO.

De que é feita a tristeza, 
Que aperta a alma,
Sangrando como um pano de chão torcido?
 As luzes do mundo se apagaram. 
Coração agreste.

Infindável é a dor...

Lágrimas no travesseiro.
Os bons sentimentos,
Escafederam-se nas asas do momento.

E eu, pobre ao relento,
Alma despida, fragilizada.
Embevecida procuro,
Na solidão, o talvez.

O sofrimento convida à reconstrução.

Eu sobrevivente.
Sou gado de invernada
Pastando, pastando,
Sacio a fome,
Fortaleço-me,
Busco à aguada da vida.
Bebo sonhos
Transpiro esperanças.

Meu coração em aberto,
O amor virá! É certo!
Creio na vida após o desalento.

 Tonho Tavare