quinta-feira, 16 de julho de 2015

QUANDO ESTOU POETA. 

Quando estou poeta:

Sinto uma brisa mansa conduzindo-me ao paraíso...
Abraço e beijo os corações que se permite desvairar.
Penetro no mais profundo de minha alma
Buscando o colo que acaricia-me sedento de amor.
Enxugo lagrimas,
sorrio gostoso,
penetro em tantos mundos!
Visito alcova adornada com os mais finos tecidos
 tapetes persa,
Ouço Gardel,
 danço Strauss.
 Vejo-te de branco vestida. 
Em traje a rigor
eu me adorno.
Sem limites, nos mais profanos sentimentos, perdemo-nos.  
Com a mesma sede
sacio-me na mais singela casinha branca
bem ao longe,
Pertinho do lago
Onde as estrelas e luar em prata, repousam suas imagens
Eu, poeta, os meus mais lindos sonhos adorno.
Que importa! O que conta e o amor.
Bebo o mais fino cálice dos devaneios
Retorno-me ao mundo por inteiro 
Do mais fino vinho 
eu sinto o gosto,
degusto...
Sabor de vida!   

Tonhotavares