sexta-feira, 26 de junho de 2015


EMBARCANDO EM SONHOS.

O sol bateu à minha janela.
O vento, como bom anfitrião,
A cortina abriu.
Seus raios esparramaram-se pelo chão,
Subiram em minha cama,
Convidando-me à vida.

Recostei-me na cabeceira do catre.
O linho branco envolvia meu corpo nu.
Senti-me só...!
Meus olhos embarcaram
Na locomotiva dos sonhos.
Coração e alma desprenderam-se
Do meu corpo numa viagem encantada.

Boa noite! 
Posso me sentar?
Obrigado. Está só?
Viestes neste trem ou já estava a me esperar?
O que quer tomar?
Não me diga que servem aqui...
Taças de 'amor à primeira vista'?

Pedirei ao garçom um buquê de copos-de-leite,
Quero enfeitar o nosso dia.

Permita-me esta dança?
Maestro, por favor, um bolero.
Gosta de poesias?
Quem sou eu? 
Sou o tudo em pedaços,
Sem corpo, sou alma, olhos e coração
Sou o sonho que o sol enviou...
Quer um beijo?
Terá todos até a triste partida.
Quando voltarei?
Todas as vezes
que
 a saudade for sonhada.

Tonho Tavares