domingo, 31 de maio de 2015

ESPERANÇAS ATEADAS.

O porquê deste vazio?
Será o vôo rasante?
Ou será que o mergulho foi muito profundo?
Não sei!
Sinto-me fora do mundo.

O poeta sofre pelos intempéries da vida
Versa em fuga, suas tristes agonias
Entre traços e rabiscos
Traçado é o seu destino.

Alço vôos bem alto
Protejo-me do que me faz real.
Vaguearei em outras paragens.
Busco o meu cantinho encantado
Crio cenas memoráveis
Sempre ao seu lado da minha mulher sonhada.

Acredito na existência do amor
É este o sentimento latente
que percorre por todo o meu corpo
invadindo a minha alma.
Externo-me em versos.

Teimosamente mergulho fundo
Certeza, só dos meus sentimentos!
Retorno em voo rasantes
Busco bem de perto o realismo dos meus sonhos.

A paixão é insana, cega-me
Trombo contra o muro
Machucado, estatelo-me no chão
Arrasto-me até o abrigo
Minhas asas estão quebradas
Perece meu orgulho
Abraço a solidão.

Sou poeta
Sou gado de invernada
Não me permito à morte
Luto!
Agarro o último fio da esperança.

O tempo oferece-me...
... A tinta, ao pincel e a tela.
Pinto um novo mundo em aquarela
Lento, bem artesanal
Construo as minhas novas asas
Mais fortes
Capaz de voar contra o vento
Preparo-me para amar.

Infinitas são as possibilidades
Frágil é o meu coração
Ele não ouvi a minha voz
Nem mesmo a da razão.

O muro se ergue bem distante
Tenho medo!
Sou um sonhador inveterado
Creio no amor verdadeiro
viajo em novos vôos
Mergulho cada vez mais profundo
Não me é importante quantas asas ainda terei que quebrar
Com certeza o muro, um dia, ainda hei de ultrapassar.


Antônio (Tonho)