sábado, 30 de maio de 2015

          Boa tarde a todos!
                                       TRISTE CONCLUSÃO.


           Há tempos atrás, fui convidado fazer uma palestra, cujo tema era alcoolismo.
           Era uma cidade pequena chamada de Carmo da mata.
           No dia marcado, ali esta eu, pontual como sempre.
Sentia-me meio apreensivo, até mesmo com uma certa insegurança.
Tudo isto ocorreu até eu começar a minha oratória.
No plenário havia mais ou menos umas oitenta pessoas, a maioria, com certeza, padeciam direto ou indiretamente, deste mal.
            Antes de me apresentar, roguei ao meu Divino Espírito Santo, que me desse, não belas palavras, mas que preenchessem os corações daquela boa e hospitaleira gente.
            Senti naquele dia, um calor gostoso, que aumentava à medida que eu ia dissertando.
            Ao término, tivemos alguns minutos de perguntas e respostas.
Foi uma saraivada de perguntas, o que muito me alegrou, respondi a todos com palavras simples, como é o meu pequeno vocabulário.
           Uma senhora, de mais ou menos cinquenta anos, levantou e disse-me que havia cinco anos que a família dela vivia felizes, que anteriormente sofreram muito com o alcoolismo do seu marido.  Olhei bem para aquela senhora, parabenizei-a pela sábia decisão de seu esposo. Ela surpreendeu a todos quando disse: - Não moço, meu marido não parou de beber, ele morreu bêbado. _Ela não economizou as suas palavras, deu um depoimento, emocionado e emocionante.
           A conclusão a que cheguei é que existem dois caminhos para o alcoólatra fazer sua família feliz, a primeira é parando de beber e a segunda é depois de sua morte.
                        É uma triste conclusão!

Antônio Tavares (tonho)