quinta-feira, 30 de abril de 2015

        VOCÊ E EU.

Quero ser poesia!
Mergulhar em versos,
Passear pelo universo
Do realismo ao sonho.

Atravessar o oceano,
Viajar em alento,
buscar a cada momento
a magia do amor.

Irei à ilha encantada!
Eu, poesia molhada,
Serei enxugado por você, menina,
Com a toalha macia do teu corpo despido.

Ilha de estrelas, de luar, de sol irradiante. 
Mundo de sonhador,
recheado de encantos.

Sob o luar, você,                                                                                       nua como uma deusa,
 enlouquece-me com a sua beleza.
Pobre, eu poesia colho estrelas,
faço pra ti uma grinalda de brilhos.
Busco os mais perfeitos raios da lua,
teço como um artesão
um lindo e prateado véu pra ti.

Abraçamo-nos em encantado leito.
Lábios e corpos em fusão,
Eu poesia, você canção.

Tonho Tavares
PROJETO DE AMOR.

Quero ser o teu ator
Que numa cena primeira
Busca na displicência do teu olhar
Um lampejo de esperança.

Quem sabe numa destas tardes chuvosas
Eu lhe ofereça o meu guarda-chuva
Colocarei a minha mão em teu ombro
Oferecendo a ti, o meu abrigo.

Se aceitares minha ajuda
Convidar-te-ei para uma xícara de café
Conversaremos assuntos diversos
Quem sabe a tua mão eu venha a tocar.

Não usarei frases feitas
Perdoe-me se eu vier a gaguejar
Será o início de um sonho
O romance estará no ar.

Com o passar dos dias
Encontros serão uma constante
Teatro, cinema, músicas e danças
Serão dias de encanto.

E se tu me convidares
Para um jantar a dois
Levarei para ti, um buque de flores
E muitos beijos, com certeza, lhe darei.

Se nesta noite não houver despedida
E os nossos corpos não ouvirem a razão
Faremos amor loucamente
Extravasando a nossa paixão.

Que pena ser um projeto sonhado
Será que sabes que eu existo?
Estarei aqui a tua espera
Até a derradeira lua.


Antônio José Tavares.  (Tonho)
     AMOR EM DEVANEIO.

Venha comigo, vou levá-la
ao mundo de sonhos.

No primeiro raio de luar 
faremos a nossa escalada.
Brincaremos de roda com as estrelas.
Sobre a lua dançaremos de rosto colado.
Som, apenas o do amor no pé do ouvido solfejado.
No final do bailar, um beijo louco e molhado.
Beberemos, lá em cima, poesias mil,
que os loucos e apaixonados poetas,
caprichosamente deixaram-nas por lá.
Desceremos na grande colina
Lá, encontraremos numa pequena casinha,
onde a lua, por detrás estrategicamente, faz a sua retirada.
Tem um quarto simplesinho.
Uma pequena cama,
Uma mesa.
Duas cadeiras.
Dois criadinhos.
Nas janelas,
singelas cortinas de renda
branca, amarelada pelo tempo.
Um tapete de retalhos esparramado pelo chão. 
Um cabide na parede...
Pra quê?
Roupas rolaram pelo chão.
Amor desvairado, feito , perfeito.
Corpos suados.
Abrimos à janela.
No horizonte a noite se desfaz da negra cortina.
Sorrindo, o raiar do sol nos convida
a mais um dia de amor.
Será a eterna felicidade!

Tonho Tavares

terça-feira, 28 de abril de 2015

              PARA VOCÊ MULHER AMADA.

Não é preciso de um milhão de desejos;
Milhares de beijos,
para sentir o quanto eu te amo.

Mesmo que:
As nuvens escuras
oculte o sol em sua exuberância,
que as estrelas, (por desencanto), desnudem dos seus brilhos,
 as longas madrugadas padecidas em lágrimas marcarem presença
e as manhãs mal amanhecidas despertarem sem flores,
ainda assim eu a amaria.

Por você:
Poliria a cada uma das estrelas;
Retirando delas os seus mais lindos brilhos;
Pintaria o céu com as cores do arco-íris;
Desenharia o sol em seu poente,
desvairando por detrás do mar.
Faria de todas as madrugadas fagueiras.
Plantaria as mais lindas flores debaixo de sua janela,
dentre todas, você seria a mais bela.

Quem sabe um dia
numa breve momento
eu, de amor sedento
declamarei para você estes versos.
Venha meu amor sonhado
farei de te a minha mulher amada.


Tonhotavares   
         MEU CORAÇÃO.

Meu coração verseja
na amplitude das quimeras.
Em berço de poesia “Ele” repousa.
Costura, remenda sonhos rasgados
destila da alma a tinta
colori a vida.
Para o amor "Ele" constrói belas passarelas.


Tonho Tavares.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

   = Saudade =
   Vai saudade...
Faça de mim o seu desafeto.
permita que o meu coração em paz se aquiete.

Vá...
Leve os seus pertences
são deles que vem o meu desalento.

Retire a tristeza
a dor que minha alma dilacera
recolha as minhas lágrimas
que por sua culpa foram derramadas.

Vá... vá... vá!
Mas por favor, não deixe este vazio que coroe o peito
na dor do abandono.
Não recolhas os beijos que no silêncio
tornaram-se eternos.
Deixe que eu reviva as noites de amor
quando nossos corpos se completavam
transportado-nos a um plano encantado.

Perdoe-me saudade!
não posso me separar de ti
és um caminho andado
em vários portos atracados
numa odisséia
de amor.

Saudade é viver o sonho...
do passado
do presente
e do tempo que ainda não chegou.

Por favor, fique comigo saudade
nossas vidas são um entrelace.
Sofro por ti saudade
Sofrimento maior é não viver uma saudade. .


Tonho Tavares.              
    A TRILHA.

Sou a trilha que segue.
Desnorteio, aliso, deslizo e tropeço;
Em quedas, com coragem, reergo-me.
Evolvem-me as cores as adversidades dos amores.
Olhares maliciosos, entre frestas,
fascinam-me.
Não me importa donde devo chegar;
Chegada e saída, com certeza, ficam no mesmo lugar.
Fortaleço-me com as agruras e grosserias
do tempo.
É “Dele” que extraio e absorvo o amor verdadeiro.
Olho para trás, vejo o passado, ele tão real quanto as quimeras.
Sigo em frente, traços e rastros, espalho.
O futuro é uma incógnita
que, atrai-me, aguça os meus desejos.
O materialismo é carga pesada;
O que move-me são os sentimentos.
Fico leve, voo a favor do vento.
Milhares de trilhas se cruzam.
Caminhamos acompanhados por um bom tempo;
Alguns se perdem ou completam o seu destino.
Vou adiante; só Deus sabe onde devo chegar. 



TONHO TAVARES
             = QUER SER MEU AMOR?=    
        
             Amar é derreter-se a cada toque
É flutuar a cada beijo
Sentir o corpo doer de desejos
No linear  da paixão.

Ah...
Como eu gostaria de fazer-te feliz!
Dar-te o meu coração para o repouso da tua alma
O meu colo nos momentos em que tu anseias por carinho
O meu quarto, o aconchego do nosso ninho.

Se tu me queres com amor
Faça-me teu companheiro...
Amante, amigo
Entregue-me todos os teus sonhos enternecidos
E serei para sempre o teu bem querer.


Tonho Tavares.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

             MATURIDADE.

Eita Vida!
O que me fizestes?
Em meus olhos, há fuligem do tempo.
No corpo, as implacáveis marcas de passados momentos.
E na alma, muitas cicatrizes se salientam.

Eita Vida!
Por que me revelas?
Comi da estrada o pó
Senti minhas pernas, de tão cansadas, darem o nó.
Titubeei, arrastei, adormeci, desfaleci
mas nunca deixaste-me desistir.
Tu és sádica ou amiga?
Fazendo-me, a tudo, assistir.

Eita Vida!
Lembra-se, que eu quase desisti?
Ao meu lado de braços aberto, a morte.
Trazia em si o frescor das sombras das árvores
as flores em sua plenitude
o silêncio que embala a alma
e o fresco da paz.
A dúvida me fez companheira.
Aos berros mandaste-me prosseguir.

Eita Vida!
Jogaste em meus braços, amigos e amores.
Fizeste-me degustar os finos manjares dos sentimentos.
Fez-me crer em dias infindos de bons momentos.
Acreditei no poder de persuasão, pelas palavras e as flores
Mergulhei-me com força na doce ilusão.
Apresentaste outra vez a derrocada.
Ceifastes muitos amigos, dos amores, deixastes somente as dores.
O que fez comigo, velha companheira?

Eita o Eu desentendido!
Do agradecimento à Vida, amiga esquecida.
As fuligens são frutos dos meus descuidos
Meus olhares nem sempre eram retos
olhava um mundo torto.
No corpo as marcas doídas, sinais do crescimento.
Na alma cicatrizes, rasas ou profundas
São verdadeiros canions, montes e serras
Rasgando tal e qual a terra
Quando desbravado e vencido
É o lugar que voltamos e encantamos
São grandes artes do mistério da Vida.


Eita o  Eu perdido!
Esqueci que no pó e na estrada
sempre havia uma cachoeira e um regato
onde a sede era saciada.
Uma grama bem verdinha
as pernas na grama estendida
Dava-me força para continuar a jornada.
Não fostes Tu, sádica nem inimiga
O que tu queria
Era ensinar-me ao longo da minha Vida.

Eita Eu!
 Me vi no colo da morte
senti-me com muita sorte.
O sofrimento terminaria ali.
Buscaste-me no atravessar da fronteira
o Eu, sem eira e sem beira.
Covarde ou descrente?
Fez me acreditar que dali para frente
À passos bem mais lento
Experiente, quem sabe até um pouco competente?
Descobriria alguns de teus mistérios.

Eita Eu!
Obturado, cego e nunca mudo
Faltou-me entendimento, fui entregue nos braços de amigos e amores.
Mestres do bem.
Ensinava-me, do dia a dia, a lição.
Dos bons sentimentos, o manjar mais perfeito
fizeram-me degustar.
Ensinaram-me usar as doces palavras.
Mostraram-me, que das flores vem a força
para o amor cultivar.
E eu, louco, insano, egoísta, prepotente
não aceitava que aquela amada gente
para o Pai teriam que voltar!
Da bendita saudade
busquei apenas a infelicidade
para comigo vir morar.

Eita Eu!
Que sofri, alegrei, sorri e chorei.
Ao entardecer do meu tempo
Aprendi que tudo tem alento
A humildade e o amor são o sustento
Que a nossa estada aqui na terra , nos traz aperfeiçoamento.
Agora muito mais feliz, sei o que faço de ti, Vida minha...
De mãos dadas com os homens e com Deus vou adiante.
Agora eu, a ti, oh vida, entreguei-me, com amor, de corpo e alma
Embora em caminho bem menor a trilhar,  ate o resto de minha amiga Vida.


    TONHO TAVARES.
     MINHAS MÃOS.

Mulher amada...
Toque as minhas mãos
Ousa o que “Elas” dizem...
Não as julgue pela aparência
calejadas, até mesmo maltratadas.
São capazes de revelar minha caminhada através do tempo. 

Foram forjadas ou moldadas pelos anos já vividos
Não conheceram a maciez 
da fina pele dos homens, pelo dinheiro, enriquecidos.

Quando estão “Elas”, ao comando do corpo
são duras como a rocha
funcional como uma máquina
capazes de transportar, moldar, criar, ou apenas auxiliar.

Não as julguem...

Quando são manuseadas pelo coração
podem ser suaves como a brisa.
habilidosas, carinhosas, levando-te ao delírio.

São “Elas” que escrevem as belas coisas da vida
Adoram enluarar-se, sentir o sopro macio da brisa
ofertar flores
 carregar-te para cama
percorrer todo o teu corpo.
Ficam leves, suaves, tal e qual uma pluma.

Elas também registram os versos, 
Que em minha alma repousam.
A cada calo, cicatrizes , que permanecem
muito me orgulho!
São “Elas” as minhas companheiras
tanto na aspereza da pedra 
quanto no deleite do teu corpo, mulher
nas nossas noites de amor. 

Tonho Tavares.
AMO-TE.

Quero o teu colo...
Sentir as tuas mãos deslizando pelos meus cabelos.
Ouvir a tua respiração ofegante que pede por beijo.

Ah... Mais como eu quero!

Quem sabe numa noite linda
De luar, de estrelas cadentes
Com todos os adornos que envolvem os românticos namorados?

Serão, com certeza, os nossos beijos
A incendiar nossos corpos
Na doce tormenta do amor.

Sabe amor meu...
Não importa se esta noite for chuvosa
Ausente estiver a rosa
Dia ou noite
Versos e prosa
Nada importa!

Seremos dois corpos a se amar
Num único coração a pulsar
Rompendo o silêncio que grita
O grito...
Amo-te eternamente!!!


Tonho Tavares.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

  SONHADOR.     

Ola!!!
Permita-me conduzi-la?
Levar-te-ei aos mais lindos lugares que reservei para ti.
É tão lindo, que só é visto a dois.

Dê-me as tuas mãos...
O caminho é longo.
Tão longo quanto à vida.
Verdadeiro como o olhar apaixonado
Sólido como o beijo.

Na partida...
Recitarei a ti
um verso de amor.
Se em tua alma, eu sentir o arrepio
E o meu corpo for apertado contra o teu
Carregar-te-ei em meus braços
Até a verde campina do amor.

Em verde relva, adornada de flores
Na sombra fresca do ipê
Acariciarei o teu corpo
Esparramarei beijos miúdos pelo teu rosto
Contemplarei os olhinhos teus
 se fechando, como o mais lindo por do sol.

Prosseguindo...
 A noite já chegada
Buscaremos o ponto mais alto do mundo
Seremos, eu ,tu e a lua
Falar o quê?
Os nossos corações falaram por nós.

Cantaremos em dueto uma canção seresteira
A lua, com teus lindos raios prateados, abençoará as nossas vidas.

Se ainda permitir-me, adentraremos em minha alcova
Ali, a lua fará a tua despedida.
Será uma noite inesquecível de amor.
Perdoe-me...
Sou em parte, desejos
O todo, quem sabe..?
Um maluco sonhador.


Tonho Tavares.
PARA VOCÊ.

 Empresta-me...
...o teu sorriso
...os teus carinhos
...os teus braços, abraços
...o teu corpo e coração
Por um tempo sem final?

Dar-te-ei por troca...
Milhares de beijos molhados
Levarei o teu café da manha
Na cama
Com flores e beijos
E muitos desejos.

Iremos juntos ao chuveiro
Revestindo-nos em louco desejo
Num ritual santo e profano
Numa  total entrega.

Juntos, viajaremos nas asas insaciáveis da paixão
Repousaremos no ninho do amor
Onde tudo se permite
E a alma fica cativa.

Empresta-me?
E eu me doarei por inteiro.


Tonho tavares  
Boa tarde amigos!

    QUEM SABE UM DIA! 

Amor...
Em meus braços eu quero tê-la
Sentir tua macia pele deslizando sobre meu corpo nu
Teus lábios ardentes de desejos, sobre os meus
Farão rastros
Numa noite cálida, ornada pelos deuses da paixão. 

Pelo chão, roupas em peças, esparramadas 
Cama em completo desalinho
Nós, neste quase selvagem sentimento
Na loucura do momento
Fazendo, querendo, inventando, descobrindo
O apogeu do amor-paixão.

Ah! ... Como sonho em tê-la!
Por inteiro
Sem reservas
De corpos e almas despidos.

Em breves momentos de descansos
Tua cabeça em meu peito
Ouvindo, com as tuas mãos sentindo
O chamado do amor.

Que sabe agora...
Por estes dias...
Numa destas noites lindas de luar
Possa acontecer?

Será das noites
a primeira
com certeza, a mais bela
que o momento revela
Todo o amor que sinto por ti.

Tonho Tavares.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

DESEJOS E QUIMERAS.

                A tua espera eu estou
desejando este teu lindo olhar profundo
Invadindo o meu mundo.

Venha!
Preencha o meu coração
Sem ti, ele torna-se vazio.
Na ausência tua, ele calado, de saudade padece.

Cantei alto, joguei minha voz ao vento
Quem sabe em alento
Ainda que em sussurro, a ti, ele a fará escutar.

Quisera eu, nesta hora, neste agora
Em beija-flor eu me transformar.
Voar na velocidade dos sonhos
Com a delicadeza do pequeno pássaro
Os teus lábios eu beijar.

Ainda nesta mesma quimera
Em cada beijo, a entrega
Com ternura, hei de te amar.

Estarei em estado encantado
Os teus lábios, por mim, beijados
Quiçá em teu homem amado
Eu possa tornar-me.


Tonho Tavares.  
  DESCULPE-ME SENHOR TEMPO.                

Hoje pedi licença ao tempo...
Ignorei as linhas e os assentos
As acurvas e retas
Palavras tortas ou certas
Fazia-se noite ou dia
Dinheiro, luxo, pobreza, e daí?
Só você existia!

O que importava se batia à porta
Se existia guerra
Eminente era a paz
Até mesmo as flores, eu as ignorei
Não ouvi a voz do vento
Tudo ficou no tempo
Só para lhe amar!

No aconchego dos meus braços
Sem perder o compasso
De rosto colado
Começamos a dançar.

Seu corpo, meu corpo
Num diálogo de toques e desejos
De suspiros e beijos
Numa paixão sem fim.

Você sentada em meu colo
Esparramamos pelo solo
Beijos e mais beijos
Aguçaram todos os desejos
Intenso, irresponsável  e delicioso, era o amor! 

Desculpe-me senhor tempo
Foram meus loucos pensamentos
Que fizeram, eu de ti, licenciar.  

Tonho Tavares.
SONHOS, BEIJOS E DESEJOS.

Quero você...
Na cama...
Em chamas...
Na loucura de amantes apaixonados.

Cultivarei todos os desejos e sonhos
que há dentro de ti.
Nas manhas, lhe darei mil beijos.
De dedos entrelaçados
como eternos namorados
esparramaremos mansos passos
de quem nunca espera o fim da jornada.

Terás beijos nas madrugadas...
Beijos e beijos
apenas pelos desejos
de sempre beijar.

Amor e desejo
Encanta o corpo e alma
Inspirando-nos a sonhar.

Meus sonhos são ateados
quem sabe se materializados
encontre você
e juntos
no mesmo sonhos
Possamos embarcar?


Tonho Tavares.
Boa tarde, meus amigos!

AMOR ESPERANÇA.

Lá fora, calou-se o vento.
Não se ouve, nem mesmo, os pássaros.
Estou só!
Tenho medo que o tempo passe calado.
Tenho medo de sonhar acordado...
Medo... muito medo!

Medo
Quê a poesia, o poeta, as flores, os amores
Entrem em fases de dormência.
E eu me veja perdido, desabrigado,
Náufrago ao relento,
A apatia, a inconsciência.

Por que aqui você não está?
Só, me petrifico, o gelo abriga meu ser.
Venha!

Quando chegares,
O vento feliz tomará de carinhos as ramagens.
Os pássaros canoros em revoada,
Cantarão para a satisfação do silencioso tempo.
A poesia buscará o poeta,
As flores encontrarão os namorados,
 Eu encontrado, eu abrigado,
Eu a mercê de você.
Eu realizado.


Tonho tavares