domingo, 15 de março de 2015

= Desculpe-me senhor Tempo =

Hoje pedi  licença ao tempo,
Ignorei as linhas e os assentos,
as acurvas e retas,
palavras tortas ou retas;
Se fazia-se noite ou dia
dinheiro, luxo, pobreza, e daí?
Só você existia!

O que importava se batia à porta,
se existia guerra?
Eminente era a paz.
Até mesmo as flores, eu as ignorei.
Não ouvi a voz do vento
tudo ficou no tempo
Só para te amar.

No aconchego dos meus braços
Sem perder o compasso
De rosto colado
Começamos a dançar.

Teu corpo, meu corpo,
num diálogo de toques e desejos
de suspiros e beijos
numa paixão sem fim.

Tu sentada em meu colo,
esparramamos pelo solo
foram beijos e mais beijos,
aguçaram todos os desejos
Intenso, irresponsável  e delicioso, era o amor!

Desculpe-me senhor tempo!
Foram meus loucos pensamentos
que fizeram, eu de ti, licenciar.


Tonho Tavares.