sexta-feira, 28 de novembro de 2014

             = NOITE DE AMOR INFINDO =

Eu a encontrei...
Era noite.
Não era qualquer noite!
Foi quando o meu coração procurava por abrigo.

Meus lamuriosos escritos
Falavam dos desenganos
Ao crepúsculo, meus poemas tristes
Já não mais sentia o perfume das rosas.

Meu coração regressava de um sonho
Cansado, abatido ultrajado.
Coração solitário é como andante
Vive de migalhas
Não descansa, nem avança
Se perde em qualquer lugar.

Sentindo, sede e fome
O frio congelante
Tornava-o lento, dolorido
Quase morrido.

Ah! Aquela noite...
Que noite!
Você veio em poesia
Sorriso gracioso
Beijou-me ardentemente a alma
Curou meu peito que sangrava
Desfez as cicatrizes
Saciou-me de amor
Deu-me você por abrigo
Mostrou-me os caminhos lindos 
A serem percorridos.

Meus versos
Não mais jorraram lágrimas.

Ah! Aquela noite...
Que noite!

O que vai suceder
Nem os versos revelam.
Acredito saber agora para onde caminhar.
Ainda que nada aconteça
De ti, talvez eu nunca mais esqueça
Sei só, ou só sei,
Que nunca mais estarei sozinho.

Ah! aquela noite...
Que noite!
Noite linda de amor infindo.

Tonho Tavares