sábado, 29 de novembro de 2014

= MEU CANTINHO ENCANTADO =

Era noite... deitei-me...
A dor física estava companheira
A solidão acariciava a minha alma
A tristeza, não encontrou abrigo
Sou feliz por natureza.

O sono, não me era presente
Pela janela, a lua se fazia bela
Quão maravilhosas são as noites de inverno!

Não me titubeei, agarrei-me a derradeira estrela
Que descuidada, vagueava defronte a minha janela.

Subimos tão alto, lá por onde as dores não alcançam a felicidade!
Descemos ao norte, não por sorte, bem ao meio do meu cantinho encantado.

Meu Deus!... que beleza!... lá era dia!

Sentei-me a beira da cachoeira
Olhei por todos os lados, estava eu só
Ainda faltava-me o encantado.

Ergui os meus olhos, o céu em sua exuberância, senti próximo a Deus.
Ouvi uma locomotiva antiga, a vapor, apitando lá de trás da mata
Seu barulho foi aumentando, fum...fum...fum... uiiiii... uiiiii...
Chegou o trem!
Nele você estava. linda, cabelos solto ao vento, vestido branco.
Corri como um louco ao seu encontro
Um beijo enlouquecido de desejo levou-me ao encanto
Fum...fum...fum... uiiiiii...uiiii. uiiiii... o trenzinho partiu!
Levando-nos para uma viagem mágica
Onde todos os nossos desejos são realizados.

Abri os meus olhos...
Eu estava feliz por inteiro
Aquela dor doída
Na minha alma, não conseguiu abrigo.


                                                                                                                         Tonho Tavares.