sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Boa tarde a todos!


      = CARTA DE ALFORRIA =

Liberta-me...
Solte os grilhões
que a meu ser
escraviza.
Ouça o meu grito
que a barreira do som
o fez vencido.

Liberdade, liberdade, liberdade...

Sou eu o pequeno servo da vida
Que bebe a beleza das flores silvestres
daquelas que pouco forram vistas ou vendidas.
Sou eu que roubo
O bálsamo aromático
da lua e das estrelas
Banhando-me, deixo que escorra
Pelo meu corpo cansado
Entranha pela pele
perfumando minha alma
trazendo-me um pouco de alento

Liberta-me...
Faz do teu amor
a marreta e a bigorna
Quebre a grossa corrente
Aquela, que o meu coração, há tempos, arrasta.

Venha amor!
Procrastinando assistiremos
o envelhecer dos sonhos.
O tempo se alimenta dos nossos dias
faminto, ele rapidamente nos consome.
Tire-me desta masmorra fria
Dê-me, do teu calor, a alegria
O teu coração
Com certeza
Será ele
a minha carta de alforria.


Tonhotavares