domingo, 31 de agosto de 2014

               = QUER SER O MEU AMOR? =                      

            Amar é derreter-se a cada toque
É flutuar a cada beijo
Sentir o corpo doer de desejos
No linear  da paixão.

Ah...
Como eu gostaria de fazer-te feliz!
Dar-te o meu coração para o repouso da tua alma
O meu colo nos momentos em que tu anseias por carinho
O meu quarto, o aconchego do nosso ninho.

Se tu me queres com amor
Faça-me teu companheiro...
Amante, amigo
Entregue-me todos os teus sonhos enternecidos
E serei para sempre o teu bem querer.


Tonho Tavares.
             = JANTAR DOS MEUS SONHOS. =

Vem jantar comigo?
Este jantar eu mesmo prepararei.
A mesa, apenas o trivial
é tudo que sei fazer.

Com requinte porei a mesa.
Toalha branca
Dois pratos e talheres
Um castiçal
Duas cadeiras
Duas taças
uma com vinho de boa safra
a minha taça, com refrigerante
abstenho-me da bebida alcoólica.
Ao fundo, música suave...
Após o jantar, iremos para a sala
Conversaremos, ouviremos músicas
Cantarei para você ao dedilhar do meu violão
as poucas músicas que, mais ao menos, aprendi a cantar.
Ao final buscarei seus lábios num longo beijo.
Será uma mistura de sonhos e desejos
De olhos de intenso brilho.
A meia luz, ao som de uma música em baixo volume
Lábios que se traduzam, frenéticos, estalaram em som molhado
Corpos inquietos contorcendo em prazer
Do sofá ao chão.
Palavras palavrinhas e palavrões
Numa mistura de insana delícia.
Que seria do amor, sem os olhos nos olhos
palavras nascidas e jorrada lá do fundo de nossas almas?

Depois desta insana e deliciosa paixão
De volta à razão
Amor, escrito e descrito, na sala, quarto, cama e corpos.
Suavemente sentirei o seu deitar em meu peito
Lábios e dedos deslizando pelo corpo suado
Com certeza ouvirá, do meu corpo e do coração, a chamada do amor.
Pense... Você terá coragem de correr este risco?


Tonho Tavares.

sábado, 30 de agosto de 2014

   = Vida e sonho =

 Cubra-me com o teu amor.
Vista-me com a seda leve dos teus sonhos.
Minhas vestias não são pesadas
Mas, careço da suavidade de novos tecidos.

Vale a vida, aquilo que sinto-me valer.
Com o teu sorriso, ela se faz encantada
Um presente de Deus, com linda lua e de estrelas ornamentada.
É como o sopro fresco da brisa mansa
Tocando o meu corpo nu e suado
Indescritível sentimento!

Contigo irei aos campos floridos
Que por mim, ainda são desconhecidos
De mãos dadas sentiremos nossos corpos em delírio
Passeando por entre nuvens
Bem onde os enamorados fazem as suas moradas.

Quando se ama ou toma consciência deste amor
A vida se torna em um belo poema
Onde podemos caminhar pelos mais lindos versos
Passeando pelas estrelas, beijarmos a luz do luar
Numa estrofe sem final. 

O amor é forte e solido
 indestrutível quando se é cultivado
Pode ser frágil, quebradiço quando não se faz nada para hidratá-lo.    
Amor para ser forte, tem que vir do sul e do norte
Só de um lado, não sobrevive a sua sorte.

Venha, acorde, vista-me com a seda leve dos teus sonhos
Meu corpo e minha alma carecem da leveza dos teus sonhos
Pegue-me ou deixe que eu a pegue pelas mãos
E no perfume suave do amor 
Seguiremos felizes pela imensidão da vida

Tonho Tavares. 
       = Viver o amor =

  Quando nasce o amor
O céu se faz em cores
A majestosa lua lança seu sorriso em prata
As flores dantes esquecidas invadem a alma
Tornando-se mensageiras.

Nos terrenos do coração antes áridos
Agora tal e qual olhos d’agua
Minam neste solo os sonhos.
Grande e frondosas arvores de quimeras
Abrem-se em flores.

Duvidas, inseguranças e ciúmes
Brincam com a alma apaixonada
É o quiproquó colocando em xeque
O amor. 

O tempo é passado
Beijos, abraços, frases decoradas e criadas
Fortalecem o sentimento
É a vitória dos enamorados.

Amar é tão bom, tão suave
Que faz do mundo o paraíso
E tão pouco é preciso
É só a Ele se entregar. 

Amar é sentir o coração bater em um mesmo compasso
É doar-se com ardor, a todos os beijos e abraços
É dormir com o gosto indescritível dos beijos
Acordar com desejos
Caminhar juntos por uma trilha sem final.

Quem ama, amacia a alma
Adoça os dias
Tem saudade antes das despedidas
Ouve com planura os desígnios da vida.

Com é fácil amar!
Difícil é esquecer.
Quando amamos e somos amados
Passam os anos, passam as idades, 
Permanecemos para sempre
Como eternos enamorados. 

O amor...
Como é bom descrever
E como é difícil encontrar. 

Tonho Tavares.
              = A busca =

Não pare de buscar/em algum lugar a sua felicidade está/ por ti, ninguém é capaz de encontrá-la/ quem sabe nas esquinas da vida/no bar lá do centro/no campo por entre as flores/ até mesmo na mulher amada// procure forte, e cada vez mais/ o mundo não para,  para que você dê longa espiadas/Deus, o céu, e, tudo que nele de bom existe, estão lá/ mas a sua felicidade terrena, ainda contigo não está/// vá para o espelho, dê uma espiada/ veja que linda criatura de Deus é você/sorria para si mesmo/ encante com estes seus lindos olhos que podem contemplar no mundo, tão belas imagens/solte sua voz/ ousa o seu cantar/examine este seu bendito corpo que se locomove sabendo, quase sempre, onde chegar/veja as suas mão, que se bem usadas, afaga, acaricia, trabalha/ mergulhe dentro de você/ sinta quantos sentimentos que hão de ajudá-lo/ ouse, pegue tudo que Deus lhe deu/amigos, lugares, família/ volte novamente para o espelho/ não se sinta acanhado /descubra quão simples e grande a sua felicidade/. Todavia, pode sentir um pouquinho de vergonha/ na vida, muitas vezes, sofremos por nada////  

Tonho Tavares.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


                    = Flores Esperança =

Ah! Se estas flores pudessem
dizer-te aos ouvidos...
A ternura que as enviei em silêncio
Dos meus lábios que padecem sem seus beijos
Do meu peito que a sua alma pede.

Buquê... Uma linda missiva...
Sem palavras
Sem letras
Sem traços
Sem bilhetes
Que seu coração
poderá ler em perfume
nas entrelinhas das cores.

Se acaso deslumbrar a rosa vermelha
Se houver gostas de orvalho
Inspirando a poesia,
saiba menina,
São lágrimas de esperança
de quem se fez criança
e sonha tê-la
pelo menos por um dia.


Tonho Tavares

= Primeiro amor =

Senti o amor caminha pelos meus olhos
Passear na minha boca
Instalar-se no meu corpo.
Aquilo doía de felicidade

Que noites lindas de espera
Saídas regadas a luas e estrelas
Músicas que mais pareciam
Recheios de diversos sabores.

Noites vindas
Noites idas
Noites lindas
Noites eternas
Noites de paixão.

Chegava a casa cheirava a camisa
Sentia seu perfume
Fechava os meus olhos
Podia sentir a ardência do seu corpo.

Você se foi
O amor não perdeu a sua beleza
Mas como doeu!
Não há processo cirúrgico
Que retire-o sem  dor.

Hoje lembro da adolescia com saudade
Eu com dezessete
Você com trinta
Que maldade. 


Tonho Tavares

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

     = Amor Desejado =

Eu quero um amor
que não seja pequenino.
Que saiba voar nas asas
dos sonhos.
Que busque em qualquer canto,
o encanto que em seus olhos
Já existe.

Amor que saiba subir ladeira,
Que transponha as barreiras,
Que brigue com a saudade e
Que abrace com força a felicidade.

Seria uma utopia,
um sonho maluco de poeta,
ou um desejo
de uma alma criança?

O nome que se dá, pouco importa.
Buscarei na porta,
ainda que em outras vidas,
o amor que for para mim.


Tonho Tavares
              = MOMENTOS DE AMOR =

Vamo-nos perder na cama.
Sentir o prazer se exaurindo em suor.
Entrelaçados em murmúrios e abraços,
aperta o laço, o nó, que nos une em um só.

Nos teus lábios ouvirei os seus mais
secretos segredos.
Para meu corpo, farei o enredo,
e fantasias rolarão.

Nossos corpos pujantes,
ardentes em chamas,
unhas que a pele riscam,
Loucuras que alma arranca.

Amor amado, amor sonhado,
amor feito,
amor satisfeito.
Momento inebriante
Em profunda dormência,
os nossos corpos silenciam.


Tonho Tavares
                  = Mudanças =

Quero mudar meu traço.
Vi o nó soltar do laço.
Escorreguei-me em lágrimas.
A dança perdeu compasso.

O cálice, a mesa, o garçom, a fantasia,
Evaporaram-se como magia.
Eu só, girei pelo salão vazio, numa valsa
sem chão, coração sem ritmo.
Eu, em monologo, me ouvia,
Não era murmúrio, nem poesia,
era o soluçar da alma.

Quero mudar meu traço.
Não quero nó, nem laço.
Vou me valer do amor.
Soltarei meu querer ao acaso,
em curto ou longo prazo,
quem sabe, eu encontre ali, o meu ninho,
com beijos, desejos e carinhos,
juntos, a dona felicidade.


Tonho Tavares
              = VOCÊ E EU =

Quero ser poesia!
Mergulhar em versos,
Passear pelo universo
Do realismo ao sonho.

Atravessar o oceano,
Viajar em alento,
buscar a cada momento
a magia do amor.

Irei à ilha encantada!
Eu, poesia molhada,
Serei enxugado por você,
Com a toalha macia do teu corpo despido.

Ilha de estrelas, de luar, de sol irradiante.
Mundo de sonhador,
recheado de encantos.

Sob o luar, você,                                                                                       nua como uma deusa,
 enlouquece-me com a sua beleza.
Pobre, eu poesia colho estrelas,
faço pra ti uma grinalda de brilhos.
Busco os mais perfeitos raios da lua,
teço como um artesão
um lindo e prateado véu pra ti.

Abraçamo-nos em encantado leito.
Lábios e corpos em fusão,
Eu poesia, você canção.


Tonho Tavares

quinta-feira, 21 de agosto de 2014


        = SERES AMIGOS =

   Ao longo de minha vida Cultivei amizades.
   São tantas e tantas,
   Que muitas, no tempo se ocultaram
    
    São, Joãos, Paulos, Josés,
    Têm Marias, Têm Terezas,
    Têm até Nazares.

    São seres abençoados que crêem e criam.
    Que amam, sorriem, que choram.


    As vezes me decepcionam,
    Outras vezes me consolam.

    São velhos, jovens e crianças.
    Alguns especiais, normais, até intelectuais.
    Core...? Apenas a da alma.
    Que importa
    São amigos.
    Delicados,carinhosos, são anjos e diabos.
   
    Com virtudes e defeitos, são perfeitos.
    É assim que os vejo.
    Oh, meu Deus! Como os amo!
    Eles, como eu, são fragmentos de ti,
              Senhor meu Deus.


                   TONHO TAVARES
               = CANTE UMA CANÇÃO =

Cante uma canção para mim,
Daquelas que falam de flores,
De amores,
De perfumes,
De uma saudade eterna.

Quero deitar em seu colo,
Sentir o som do seu corpo,
Seus lábios, beijando a minha testa
Acariciando o meu rosto,
Deixe-me, fingir que dormi.

Permanecerei por alguns instantes,
Buscarei carinhosamente
O seu pescoço,
Beijarei suavemente a sua boca,

Num momento inesquecível.


Tonho Tavares
= Brincar de Amar =

Vamos contar as estrelas
 Assistir a lua
 que por entre as nuvens vagueia.

Abraçar fortes
Beijos molhados e demorados
Brincaremos de amar.

Deitaremos ao relento
Corpos em chama
Que chama
As caricias do amor.

Cole seu rosto em meu peito
Ouça o coração que clama
E chama
A chamada da paixão.

Cobriremos com o manto negro da noite
Sentiremos o açoite
Da brisa que vem do mar.

Não será esta noite eterna
Eternos nós seremos
No doce desejo de amar.


Tonho Tavares

terça-feira, 19 de agosto de 2014

                     = O palhaço Chorou =


“Certa vez, muito longe daqui, havia um palhaço muito famoso, que a todos encantava. Quando entrava no picadeiro, as crianças de todas as idades riam tanto que chegavam a cair de seus assentos. Um belo dia, aquele magnífico palhaço foi contratado para fazer uma  criança, que nunca havia sorrido, sorrir. Naquela noite, fizeram uma grande festa. Foi armada uma tenda no quintal daquela rica e triste casa. Ali, tudo lembrava a felicidade: balões coloridos, música, pipoca, mágicos e tudo que fazia lembrar a alegria. As crianças brincavam quando anunciaram que o esperado palhaço iria começar o seu show. As pessoas se posicionaram estrategicamente, para não perder nenhum detalhe. E, neste clima, começou o espetáculo. Era impressionante o quanto todos riam. Mas o triste garoto continuava estático e com a feição apática. A cada momento, nosso bom palhaço mudava de tática, tentando alcançar aquele mundo infeliz que habitava naquela pobre criança rica. Foram horas de combate: “alegria versus apatia.” Até que aquele bom palhaço, vencido pelo cansaço, sentou-se frente a frente com aquela pobre criatura, perguntando num triste sussurro:
    _Filho, que mal trazes na alma, que me negas um sorriso?
    E, olhando fixamente para aquela criança, começou a chorar. Ao ver que o palhaço chorava, aquele pequeno ser humano, começou a sorrir gritando eufórico: 
    _Vejam, o palhaço está chorando! O palhaço está chorando!”
    Graças a Deus, nosso pequeno triste voltou a sorrir. Lembre-se amigo, de que existe muita gente que só aprende a sorrir depois de fazer os outros chorarem.

TONHO TAVARES
                             = Palavra de Rei =

    _“Há muitos anos, existia um reino onde a intriga e a inveja aniquilavam seus habitantes. O Rei, por sua vez, estava velho e sem forças para pôr fim àquela situação. Então, pediu a seus súditos que procurassem em todo o seu reino, alguém honesto e corajoso.     
    Depois de muito procurarem, trouxeram a sua presença um jovem. Ele era talentoso e honrado e seu nome era Cadin. Em pouco tempo, ele começou a colocar as coisas, nos seus devidos lugares. Primeiro, acabou com a corrupção e com o protecionismo. Todas as noites, antes de dormir, orava e pedia a Deus sabedoria para enfrentar os problemas do dia a dia.
    O Rei gostava muito de Cadin. Ele o via como o filho que nunca tivera. Os Ministros do Rei não estavam satisfeitos com a situação em que se encontravam, devido às medidas adotadas pelo jovem impetuoso. Começaram, então, a arquitetar um plano que eliminasse de vez aquela ameaça. Descobriram que, em suas antigas leis, estava escrito e aprovado que, todos aqueles que dessem esmolas, sem autorização de sua majestade, o Rei, deveriam ser enforcados. 
    Levados pela maldade de seus corações, pagaram a uma senhora que, com uma criança no colo, implorava por uma ajuda, alegando que a criança morria de fome. 
    Cadin, com seu bom coração, não pensou duas vezes, ajudando aquela pobre mãe aflita.
    Os Ministros levaram aquela mulher à presença do Rei, exigindo que se fizesse valer a lei.
    O Rei ficou muito triste, ele mesmo desconhecia a lei, a qual mandou derrubar, após o desfecho da situação. O Rei pediu, então, que esperassem até no outro dia, para que ele desse o veredicto. Sabia muito bem que a palavra de Rei não podia voltar atrás: o recurso seria condená-lo à morte.
    A noite toda pensou e orou, pedindo a Deus sabedoria. No dia seguinte, o Rei veio até seus súditos, acompanhado por Cadin. Ele proferiu a sentença porque todos esperavam ansiosos: 
    _Declaro, meu servo Cadin culpado e, como a lei manda, ele será executado por enforcamento. Eu ordeno que se cumpra a lei.    
    Os Ministros pularam de alegria, a execução tiraria aquele intruso que os importunava tanto com sua mania de honestidade. 
    _Entretanto - continuou o rei - por bons serviços prestados à coroa e à sua lealdade, darei a Cadin o direito de escolher a árvore de seu gosto, para que seja executado.
    E terminou dizendo:
    _Palavra de Rei não volta atrás.
    Conta a história que Cadin morreu de velho, pois jamais encontrou a árvore que servisse a seu propósito.
Tonho Tavares
                    = Lei do retorno =

          O pai de uma pequena família, ao passar em frente a uma banca de mercado, viu um cacho de uvas muito bonito. Ele disse baixinho:
    _Meu Deus, a minha esposa gosta tanto de uvas, vou comprá-las e levar para ela.
    Assim o fez. Quando chegou a casa, deu o cacho de uvas para a sua esposa. Ela, por sua vez, sentiu uma felicidade muito grande de ter sido lembrada e agradeceu ao marido. Esperou-o sair para o trabalho e começou a pensar: “ A minha filha gosta muito de uvas, não seria justo que eu as chupasse.”
    Decidiu, então, dar o cacho a sua querida filha. Foi até escola onde ela estudava e lhe deu as frutas. Esta também ficou muito contente e agradeceu à mãe. Quando esta foi embora, a filha pensou: “Coitado de meu pai! Trabalha de sol a sol! Darei estas uvas a ele.”
    E assim as uvas voltaram para quem primeiro as doou.” 
      Tonho Tavares
                     = CULTIVA-ME =

Cultiva-me com carinho...
Se me cultivas
Me cativas.
Serei o fruto do seu amor.

Aduba-me com o seu sorriso.
Irriga-me com seus beijos.
Para que o sentimento cresça,
dê-me a alto estima.
Colha-me com seus braços.
Saboreia-me com a sua boca.
Armazena-me em seu corpo
Alimenta-te do meu melhor
Quando de mim,
Nada mais restares
Recolha-me as minhas sementes
E cultiva-me novamente.

Tonho Tavares

= Seus Olhos =

Eu quero estes olhos
Que despem meu corpo,
Que penetram minh’alma
e os sentimentos revelam.

Olhos que percorrem caminhos,
Que buscam o ninho,
Que concedem o corpo
E se amortecem de prazer
ao gozo.

Olhos que recitam versos
Que trazem do universo
Uma estrela só pra mim.

Eu quero...
E como quero!

Se me deres estes olhos...
Dar-te-ei...
...o meu corpo,
...minha alma,
...meu sorriso.
Se tudo isso for pouco,
eu darei de troco
o meu coração, só pra ti.


Tonho Tavares.
     = Coração Apaixonado =

Não tenho o mar!
Nem mesmo as estrelas eu pude adestrar.
Caminha livre o vento,
leva junto os meus pensamentos.
Criaram asas, os meus sentimentos,
deixando-me tão somente as conseqüências.
Guardei no peito fechado o meu coração.
Este não! É meu! Só eu posso dominá-lo.
Veio você de mansinho,
Fez nele carinho prendendo-o com um laço.
Minha dor foi ignorada.
Tornou-se senhor de seus próprios desejos.
Que ingrato!
Socorre-me poesia...
Quero meu mar de volta,
a minha estrela guia,
o vento e meus pensamentos,
até os meus sentimentos.
Meu coração eu não mais o resgatarei.
Coração... Pra quê?
Se não quiseres o meu roubado
A ti, eu o darei.


Tonho Tavares

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

=  ONDE ESTÁ VOCÊ =

Onde estará minha musa,
neste agora?
É Ela...
O anjo que enfeita o meu caminho,
que dá brilho as estrelas,
que povoa o nosso ninho?

Amar, não é castigo,
É abrigo.

Onde no agora, está você?
Sinto forte o seu perfume
do meu corpo, nos meus braços,
até mesmo na lembrança.
Cheiro de amor, fresquinho.

Amor, não tem passado,
Nem futuro,
É um grande e eterno agora.

Donde vem tal sorriso
Que balança minha alma
treme a carne
aguça meus olhos.
Vejo,
sinto,
fico.
Imagem, perfume, solidão.
Quarto vazio
Perfume inebriante
Você, bela visão
Eu deitado, coração na mão,
lagrimejam os olhos
que escorrem até as orelhas,
fazendo cócegas na dor.


Tonho tavares
                    = Encontro encantado =

Uma estrela
pousou em minha mão.
Brilhou enlouquecida,
Pulou no chão e
Correu pelas ruas
Fazendo rastros.

Rastros de pérolas iluminadas,
Galhos e arbustos...
Tudo que fora por ela tocada,
Brilhava com o pó reluzente
Formando um caminho encantado.

Foi um desce e sobe,
Curva à direita, à esquerda.
Contornava o rio,
Atravessava a ponte e
Embrenhou-se pela mata.
Subiu a serra e
Na gruta fez parada.

Eu, cansado, intrigado,
Pelo caminho me enveredei.
Ao chegar ao topo,
Luzes de mil estrelas,
Raios de luar!

Não era um mundo diferente,
Apenas um lugar.

Sentei-me ao pé de uma árvore
Claridade
Penetrava
Por entre as folhas
Como flechas iluminadas.

Eu, débil, a mercê do encantado,
Olhei para alto e
Nada vi.
Esperei uma linda rainha
De colar de pérolas,
Brincos cintilantes e
Pulseiras de diamantes.

 As luzes,
Tal e qual um holofote
A gruta iluminou...
Meu coração disparou!
Você veio para meu lado,
Ignorando todo o brilho e glamour.
Vestia um vestido simples,
Leve e um tiara de flores silvestres.
Estava linda, muito linda!
Minh‘alma enamorou-se.
As luzes se foram.
Apenas a lua,
As estrelas,
Bem lá no alto
Para nós sorriam.
O brilho foi embora
Que importa?

Estávamos nós, as sós, abraços e beijos,
Tudo completo,
Pela luzes do amor.


Tonho Tavares
=VOCÊ O AMOR E EU =.

De repente...
O mundo vazio ficou.
Em todas as direções eu olhava
E só, eu estava.
O estranho som do silêncio
Confundia-me.
A lua e as estrelas brilhavam como nunca...
Brilho frio.
O sol veio ao seu tempo
Brilho intenso
Sem calor
Sem frio
Sem vento.

As flores de formato lindo, apáticas,
Sem perfumes
Sem graça
Sem cor.

Meu coração estava fértil
E baldio.
O corpo sem suor, sem cheiro.
Tempos difíceis
Sem dor
Sem cócegas
Sem amor.

De repente, uma explosão...
Acordaram a alma e o meu coração.
Quanto brilho, quantas cores, quanto perfume.
Você, vestida de branco, toda molhada,
Roupa no corpo colada
Revelava a beleza de uma nudez coberta.

Ajoelhei-me na relva, minhas mãos para o alto,
Agradecia ao Senhor!
Você chegou devagarzinho
Consciente, sabedora do que fazer.
Tomou-me pelas mãos, levantou-me.
Abraçou o meu corpo trêmulo.
Beijos, carinhos e abraços.
O mundo retomou toda sua exuberância
Perdida.
As pessoas encheram o planeta.
Mas, em nosso mundo lindo,
Ficamos você, o amor e eu.
 

Tonho Tavares

domingo, 17 de agosto de 2014

                 = Quero poesias =

Quero poesias
Que gotejem pelos poros,
Que falem de mim,
De ti,
E de tantos e tantos por aí.

Poesias por todo o corpo!
Que partem dos olhos,
Entranham na carne
Roubando a alma.

Versos que cultivam flores,
Que resgatam as estrelas,
A lua,
Adormecidas, no fundo do lago.

Poesias,
Que reencontrem a magia
Dos abraços, beijos e carícias,
De quem se foi pra nunca mais voltar.
Surpreendendo
Volta, jurando nunca mais
Partir e para sempre me amar.


Tonho tavares
               = A espera do amor =

Venha com as estrelas
O dia se faz longe.
Noites de amor.
Em seus ouvidos sussurrarei versos.

Noite de sonhos
De esperanças
De suspiros loucos de saudade,
De um tempo que ainda não veio.

Por favor...
Não deixe que se escasseie o tempo.
Venha... Ainda há, o alvorecer!
Deixaremos que a noite durma.
Dê asas a paixão
Venha se perder em meu corpo
No frenesi do amor.


Tonho Tavares
= Quero Você =

Venha amor...
Com os dedos, contorne
os meus lábios.
Minha boca pede
Seus beijos.
Meu corpo clama...
Chama...
Desejo!
Cheiro do cio.

A lua e as estrelas,
Nos espiam.
Corpos despidos.
Revestimo-nos
Com o manto encantado.

Pele aquecida,
Molhada desliza.
Corpos frenéticos,
Perdidos em delírios.
Na cama, no tapete
Na relva, no carro,
Na banheira,
Que importa!
Olhos em chamas
Suspiros e gozo.

Tonho Tavares
>E o resgatou.

Mostrou a luz do amor
Ele, parado, inativo, em silêncio
Escutou-as.

De amor, as estrelas,
Em doses homeopáticas,
De gota em gota
Sua alma curou.

Retirou as sobras...
Torpedos que matam,
Desamor,
Revolta,
Frustrações,
Em destaque o orgulho...
Não só lavou,
aperfeiçoou.

A lua, que do alto tudo assistia,
Jogou seus raios de magia
E as amigas celestes
O barco,  içou.

Simples, belos, com mastros de constelação
Iluminando a noite.
Tornou-se num lindo veleiro
Num mar calmo de noite poesia
Navegou pelos oito mares,
Sendo um deles, o mar da vida.
Não mais aportou
Em todos os cais que passava.
Se nada tivesse a doar,
Deixava ali, encantamento, esperança,
Saudade e amor.


Tonho Tavares
= Vida e Amor =

Nasceu como o arroio.
Água pura, límpida,
quase potável.

Vieram as primeiras chuvas.
Leito estreito
não suportou.
Esparramou pela várzea e
não mais se juntou,
Sujou.

Desaguou no rio, chocou contra as pedras,
Gritou, revoltou... No tombar da cachoeira,
Ardeu em ondas.
No rebojo
Todo o lixo ele buscou.
 
Caiu no mar de águas azuis
Lavou e não melhorou.
Tornou-se um cruzador.
Lutou, torpedeou e
Na batalha foi a pique.

Gemeu sozinho, abandonado chorou.
Suas lágrimas alimentaram as estrelas
Dois pares dela mergulharam em seu encalce,
E o resgatou.
Mostrou a luz do amor
Ele, parado, inativo, em silêncio
Escutou-as.

De amor, as estrelas,
Em doses homeopáticas,
De gota em gota
Sua alma curou.

Retirou as sobras...
Torpedos que matam,
Desamor,
Revolta,
Frustrações,
Em destaque o orgulho...
Não só lavou,
aperfeiçoou.

A lua, que do alto tudo assistia,
Jogou seus raios de magia
E as amigas celestes
O barco,  içou.

Simples, belos, com mastros de constelação
Iluminando a noite.
Tornou-se num lindo veleiro
Num mar calmo de noite poesia
Navegou pelos oito mares,
Sendo um deles, o mar da vida.
Não mais aportou
Em todos os cais que passava.
Se nada tivesse a doar,
Deixava ali, encantamento, esperança,
Saudade e amor.


Tonho Tavares

sábado, 16 de agosto de 2014


= VIVER OS SONHOS =

Fui à casa dos sonhos.
Na porta não bati, entrei.
Quantas belezas guardadas!
Felicidades voavam pelos ares...
Tentei agarrá-las, mas
Eram de fumaça.
Você estava em todos os cantos,
um encanto.
Quando me aproximava,
Esvaia-se como magia.

Senti naquele instante
O prelúdio do amor.
Minha alma ali reluzia,
Era tão real que com as mãos eu a toquei.
Seu coração se aproximou,
Aconchegou-se ao meu.
Eu os vi levitar.

Dizem que os sonhos são dos loucos,
Que o amor é pouco...
Serei um louco?
 Acredito que o amor
É grande, mas tão grande
Que, repartindo
A cada um, cabe um pouco e,
ainda que não seja o bastante, é infinito.

Ao voltar dos sonhos,
Pouco eu trouxe
E muito colhi.
Você persistiu em meu caminho.
Enfeitando meus dias.
Mesmo eu só,
você não mais me deixou
sozinho.


Antônio Tavares
=Segredo não quebrado=

Queres saber quem eu sou?
Eu nunca sou,
Eu sempre estou.

Pergunte ao vento que sussurra,
Às estrelas, à lua,
Ao sol que descamba no horizonte,
A noite com seu negrume,
O gaitear da cachoeira,
 O mistério das matas.
Pergunte ao contador de histórias da praça,
Até mesmo à pequena flor da beira do caminho.
Pergunte aos deuses e aos diabos.

Não me pergunte quem eu sou
Eu nunca sou,
Eu sempre estou

Às vezes sou manjar perfeito
Outras vezes, a migalha do prato caído
Sou o sorriso, as lágrimas
Sou o talvez.

Faço-me humilde,
Atrevido, iluminado, até mesmo discriminado.
Sou o cristalino das águas do lago
Que agregam segredos,
Sou o lodo, sou o alagado.

Não me pergunte quem eu sou
Eu nunca sou,
Eu sempre estou.


Antônio Tavares
= IMAGINAÇÃO =

Sabe, ontem me lembrei de você...
Vi você na festa
Com aquele sorriso encantador.
Rodeado de amigos,
Cálice de cristal nas mãos,
 não sei bem o que tomava.
Um salgadinho ou quem sabe uma cereja
Delicadamente mordiscava.

Com elegância de quem está à vontade,
Jogava charme e
Encantava os marmanjões.
cabelos soltos, colar e brincos.
Batom, maquiagem,
roupa justa ao corpo
resumindo... Um encanto!

Deu-me um nó na garganta,
Quando gentilmente aceitou a dança
Com aquele jovem e bem vestido cavalheiro.
E com a graça de uma princesa
Era o foco dos olhares.

Roia-me os ciúmes.
Poderei a situação?
Sentindo-me só, abandonado,
Assistia seus olhos correr por todo o recinto.

Peguei uma taça com água
Por não saber o que fazer com a outra mão
Coloquei-a no bolso.

Assistindo você feliz, sorridente,
Eu sofria.
Fui até a sacada
O frescor da brisa aliviava-me.

 Minhas lágrimas, com os dedos eu enxuguei.
Debrucei-me no para-peito
Fechei os meus olhos
fui para o mundo dos sonhos

Senti mãos que por trás me abraçaram
respiração forte,ofegante,
lábios que em meu rosto roçavam
não podia acreditar...
seria mais um de meus sonhos?
Fui lentamente virando
Abri meus olhos
Sua boca muito próxima a minha
Pedia um beijo...
O coração,
como uma metralhadora giratória,
jorrava amor por todos os lados.
Foi um só e eterno beijo...
Buzinas me fizeram voltar a realidade.
“O cara toca o carro,o sinal está aberto”.


Antônio Tavares

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

                        = PALAVRAS =

Palavras são muitas palavras,
Se esparramam,
 Como sementes.
São minhas, suas, deles.
Palavras vazias, profundas, loucas.
Muitas saem apenas da boca
Às vezes ferem a alma. 

Outras vão de coração a coração.
Solidificam famílias, sensibilizam namorados
 Tornando-os apaixonados.
Aquelas que forem mais belas.
Em orações se revelam
Imortalizam-se. 


Podem ser escritas, faladas,
Codificadas, ou apenas pensadas,
Podem ser simpáticas
Ou menos aplausíveis,
Não importa, são apenas palavras.

Palavras com olhar interpretativo,
De um gesto elaborado,
 Equilibra-se.
Todos falam, a tudo iguala.

Silenciosos com os olhares se falam,
Dos lábios trêmulos e sedentos,
Os namorados
Dão-se um beijo apaixonado...
São palavras expressivas do amor.

Palavras que fazem a guerra
Marcam as vidas
Muitas se encerram
Malditas que as enviou.

Outras promovem a paz.
Palavras de Gandhi
Que plantou a beleza e humildemente,
Trazendo a toda gente,
A magnitude da sabedoria do bem-viver.

Transformando-se em
Poesias, cantos, humor...
Na sublime missão de difundir
A existência de um criador.

E eu, meu Deus?
Que farei com as minhas palavras
Que são um pouco do bem
Outro pouco do mal, muitas se tornam tão banais.
E pouca sabedoria me traz.

Não me calarei,
Menos falarei,
Permita-me, Senhor, que eu pratique os gestos.
Com palavras e gestos eu me manifesto
 E possa doar um pouquinho mim.


Tonho Tavares

          = Virtude =

Hoje eu me vesti de amor!
Ganhei um beijo do primeiro raio do sol.
Não satisfeito, gritei bem alto...! Bom dia, vida!
Ainda insatisfeito,
Orei ao meu Deus do Universo.
Fiz uma longa prece,
Foi em vão!
Peguei o velho violão,
Dedilhei algumas canções.
Desapontei-me!

O que fazer diante de uma situação tão estranha?

Beijei e abracei todas as criancinhas que encontrei.
Ajudei a todos que passavam pelo caminho.
Trabalho incompleto... piscava em meu visor.
Desiludir-me? Jamais!

Fui ao asilo, abracei todos os velhinhos.
Sorri com eles, contei-lhes histórias.
Curei a patinha do cãozinho abandonado.
Tornei-me cupido para os namorados.

Que dor...!
Dor do vazio, de uma alma faminta.

Desanimado, assistindo em pranto ao escoar do amor
Em um terreno baldio sentei-me.
Reguei a terra com as minhas lágrimas.
Brotaram em minha volta o verde da esperança.
Com ternura, fui abraçado pelo amigo sol.
Uma brisa leve e fresca trouxera as crianças, que carinhosamente,
Beijaram-me o rosto,
Velhinhos, entoando cânticos de amor, enxugaram,
Meus inchados olhos que até então, teimavam em não mais parar de chorar.
Ao lado, uma grande árvore,
Que balançava ao vento pôs-se a acariciar-me os grisalhos cabelos.
Agradecendo a Deus pelos mimos, fechei os meus olhos,
E sonhei acordado.
O cão, com a pata curada, faz-me afago.
 Uma linda jovem, de olhos angelicais,
Aproximou-se, pegando-me pelas mãos, levantou-me,
Beijou a minha suada fronte, com uma voz suave,
Entoou uma canção e disse-me:
“Receba sua mortalha do amor.
Sou a Vida, tudo que fazemos está registrado.
Todos no universo são amados,
Mas só recebe amor, aquele que é capaz de amar.
Há mais virtude “em saber receber, do que em doar”.


TONHO TAVARES

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

=Amor Esperança=

Lá fora, calou-se o vento.
Não se ouve, nem mesmo, os pássaros.
Estou só!
Tenho medo que o tempo passe calado.
Tenho medo de sonhar acordado...
Medo... muito medo!

Medo
Quê a poesia, o poeta, as flores, os amores
Entrem em fases de dormência.
E eu me veja perdido, desabrigado,
Náufrago ao nada,
A apatia, a inconsciência.

Por que aqui você não está?
Só, me petrifico, o gelo abriga meu ser.
Venha!

Quando chegares,
O vento feliz tomará de carinhos as ramagens.
Os pássaros canoros em revoada,
Cantarão para a satisfação do silencioso tempo.
A poesia buscará o poeta,
As flores encontrarão os namorados,
Eu encontrado, eu abrigado,
Eu a mercê de você.
Eu realizado.

Tonho tavares
                   = Queira-me =

Queira-me com força
Não economize os seus beijos
Libere todos os seus desejos
Deixe que o amor fale por nós.

Vamos passear na rua
Correr de mãos dadas
Tomar sorvete, lá na praça.
Beijos com sabor de cobertura,
De chocolate ou morango.

Daremos as mãos
Brincaremos de roda na calçada
O amor não tem idade
É um eterno adolescer.

Quando dia se cobrir de negro
E a lua fizer companheira
Ouviremos a melodia
De um seresteiro apaixonado
Dedilhado a sua viola
Ao redor da fogueira
Lembrando a sua amada
Que ficou lá no sertão.

Daremos a ele um aceno
De até breve...
Buscaremos o nosso ninho
Nas areias da praia
Na beira da cachoeira
No motel da estrada
Que importa o lugar...

Queira-me com força.
Assim é que tem que ser
Se for apenas um sonho
Queira-me com força
É assim que tem quem ser.


Tonho Tavares

                   = Dia de procura =

À noite, senti o vazio de um negrume ímpar.
Nem meu cavalo alado
viera ao meu encontro.
Dos sonhos, a quimera.

Hoje, eu queria asas.
Voar feito os pássaros.
Sentir o vento sobre a pele desnuda,
Ouvir meu próprio cantar.
Lá, em algum canto, despir-me-ei da solidão.

_Vamos!  -gritou a vida - o dia promete!
Mesmo sem asas, subiremos bem alto,
Bem mais alto que o vazio da descrença.
Quero encontrar o meu bando de poetas
Que, como eu, numa viagem torta ou reta,
buscam sensivelmente o caminho dos corações.

Beberei do teu regato,
Comerei no prato da eterna beleza de seus versejar.
Saciarei o corpo, mergulharei nas profundezas dos poemas.
Encontrarei, com certeza, minhas doces ilusões.


Tonho Tavares
                =Amor Verdadeiro =

Vamos sair a esmo
de mãos dadas.
Quem sabe um jantar a luz de velas,
teatro, cinema.

Você lindamente vestida.
Seu perfume inconfundível.
Eu, seu admirador,
transpiro felicidade.

Ansiosos, meus olhos
sobre ti, fascinam.

A noite promete.
Seus olhinhos brilham
buscando os meus.
Voltamos ao ninho.
Noite perfeita.
Roupas ao chão.
Corpos que se misturam,
ardente paixão.


Tonho Tavares

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

                      = Refazendo-me =

Sairei ao meu encalço...
Por cada esquina
Cada beco
Da igreja, a boemia.

Poucos serão de mim
Ou talvez, milhares.
Sem almas
São corpos do meu único copo,
Que pela vida se espalhou.

Minhas sobras
São fragmentos de amor
Sedento para amar.

Vou me levar até você
Que penso ser, o meu bem querer.
Pegue-me, embrulhe, cole,
Remenda-me.
Faça de meus “eus”, um só.

Nunca serei perfeito.
Eu refeito
Com direito ao amor.


Tonho Tavares