segunda-feira, 28 de julho de 2014

     = Carta de alforria =

Liberta-me
Solte os grilhões
que a meu ser
Escraviza.
Ouça o meu grito
que a barreira do som
o fez vencido.
Liberdade, liberdade, liberdade...
Sou eu o pequeno escravo da vida
Que bebe a beleza das flores,
Flores silvestres
daquelas que nunca foram vistas ou vendidas.
Sou eu que busco
O bálsamo aromático
da lua e das estrelas
Banhando-me, deixo que escorra
Pelo meu corpo cansado
Entranha pela pele
perfumando minha alma
trazendo-me um pouco de alento
Liberta-me...
Faz do seu amor
a marreta e a bigorna
Quebre a grossa corrente
Aquela, que o meu coração, ha tempos, arrasta.
Venha amor!
Procrastinando assistiremos
o envelhecer dos sonhos.
O tempo se alimenta dos nossos dias
faminto, ele rapidamente nos consome.
Tire-me desta masmorra fria
Dê-me, do teu calor, a alegria
O teu coração
Com certeza
Será ele
a minha carta de alforria.
  
 Tonho tavares
tonhotav@hotmail.com