segunda-feira, 28 de abril de 2014

                                = NOITE DE AMOR =

Noite escura e vazia,
Cabisbaixa a lua se recolheu.

Sem amor as estrelas se foram
O negrume da solidão foi o que restou.
Uma descuidada lágrima
Pelo meu rosto despencou.

Meu coração eu procurava.
Lá no cantinho, quietinho, não mais pulsava,
Trêmulo, endurecido de medo,
Sozinho sangrava.

Fui à morada das estrelas
 Desnudas de brilhos,
Transformam-se em fadas
Dando-me várias sementes do amor.
Que ao mundo encantava.

A lua, companheira,
Que a constelação visitava,
Presenteou-me com os seus melhores versos
Que aos enamorados ela recitava.

O perfume... Eu ganhei das flores
 Que enfeitavam aquele jardim
Essências de rosas, cravos, lírios, violetas,
 E também jasmins.

O sol a espreita atrás do mundo
Compadecendo-se do coração que sangrava
Oferece-me uma caixa de brilhos
Aquecendo a madrugada.

Fui ao alto da colina
Num lugar que era só seu
Joguei ao vento as sementes do amor,
Os versos do luar eu recitei.

A essência de todas as flores
Atirei toda por ali.
Lancei o brilho do sol
Ao clarear foi que eu a vi.

Tomei-a em meus braços
Na colina, entre flores, dançamos valsa.
Vieram à lua e as estrelas em prata.
E a noite se fez de amor.

Tonho Tavares